Notícias e novidades da Igreja Católica no mundo

Arquivo de abril, 2008


Episcopado dos EUA transmite visita do Papa

abr 16, 2008 Autor: Bíblia Católica Online | Postado em: Igreja

WASHINGTON, D.C., terça-feira, 15 de abril de 2008 (Zenit.org).- Aqueles que não estiverem em Washington D.C. ou Nova York para ver Bento XVI pessoalmente durante sua visita de cinco dias aos EUA podem assistir aos eventos ao vivo, graças ao site do episcopado norte-americano.

O site, criado especificamente para a visita que começou hoje e encerra domingo, exibe os eventos ao vivo, começando com a chegada do pontífice ao Andrews Air Force Base, até a missa de domingo no Yankee Stadium.

A página web também oferece perspectivas de comentaristas, convidados e entrevistas com bispos e outras personalidades.

O diretor de mídia digital da Conferência Episcopal Norte-Americana destaca que o objetivo é fazer com que os internautas «tenham a chance de vivenciar» a visita.

O Departamento de Mídia Digital irá compartilhar as emissões em áudio e vídeo com as demais Conferências Episcopais.

Larson acrescenta: «nós queremos levar a visita do Santo Padre ao seu computador, seja nos momentos de intervalo de trabalho, da escola, na igreja ou em casa. E se você perder algum evento ao vivo, poderá assisti-lo posteriormente no seu tempo de descanso».


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Papa chega a Washington e reconhece modelo positivo de laicidade americana

abr 16, 2008 Autor: Bíblia Católica Online | Postado em: Igreja

O presidente Bush lhe dá boas-vindas sem precedentes

WASHINGTON, terça-feira, 15 de abril de 2008 (ZENIT.org).- Bento XVI, que recebeu uma acolhida sem precedentes nos Estados Unidos por parte do presidente George W. Bush, reconheceu o modelo positivo de laicidade que o país oferece.

Bush, acompanhado de sua esposa Laura e de uma de suas filhas, foi pela primeira vez receber um chefe de Estado ao aterrissar no aeroporto, segundo havia anunciado dias antes, pelo respeito que tem pelo Papa.

O Boeing 777 da companhia Alitalia, o «Shepherd One», aterrissou na base aérea Andrews, ao redor das 16h, hora local, às 22h de Roma.

Pouco antes, a bordo do avião, o Santo Padre, respondendo a perguntas dos jornalistas, havia explicado que a relação entre laicidade do Estado e fé nos Estados Unidos é um modelo «fundamental», que deverá ser imitado também na Europa. O bispo de Roma elogiou «o conceito positivo de liberdade» que se dá nesse país, pois nasce para dar «autenticidade e liberdade» à fé.

A cerimônia de boas-vindas foi simples, sem discursos, pois estes acontecerão na quarta-feira de manhã, quando Bush receberá Bento XVI na Casa Branca, no dia em que completará 81 anos.

Entre as personalidades que deram as boas-vindas ao Papa se encontrava o cardeal Francis E. George, presidente da Conferência Episcopal dos Estados Unidos; o arcebispo de Washington, Dom Donald William Wuerl; assim como a nova embaixadora dos Estados Unidos ante o Vaticano, Mary Ann Glendon.

A peregrinação apostólica do Papa aos Estados Unidos, que culminará em 20 de abril, dia em que visitará Washington e Nova York, e nesta cidade a sede das Nações Unidas, tem como lema «Cristo é nossa esperança».

Após a cerimônia de boas-vindas, o Papa se transferiu de carro do aeroporto militar à nunciatura apostólica de Washington, onde se hospeda durante sua permanência na capital.

Começará a jornada da quarta-feira agradecendo a Deus por seus 81 anos, em uma missa privada na capela da nunciatura.

Às 10h30, chegará à Casa Branca, onde corresponderá com um discurso à saudação que o presidente Bush lhe dirigirá. A seguir, ambos se encontrarão no Salão Oval.

O Papa almoçará às 13h30 com os cardeais dos Estados Unidos, com a presidência da Conferência Episcopal desse país e com o séqüito papal na nunciatura.

Às 17h, ele se dirigirá ao Santuário Nacional da Imaculada Conceição, em Washington, para presidir a celebração das Vésperas e reunir-se com os bispos dos Estados Unidos.


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Bento XVI chega hoje aos Estados Unidos

abr 15, 2008 Autor: Bíblia Católica Online | Postado em: Santa Sé

VATICANO, 15 Abr. 08 / 07:00 pm (ACI).- O Papa Bento XVI partiu este meio-dia (hora de Roma) do aeroporto de Fiumicino para a Andrews Air Force Base de Washington, Estados Unidos, aonde será recebido pelo Presidente desse país, George Bush, junto à Primeira Dama, no que constitui sua oitava viagem apostólica e sua primeira visita a essa nação.

Antes de deixar chão italiano, o Pontífice enviou um telegrama ao Presidente italiano Giorgio Napolitano, no que expressa o seguinte: “no momento em que deixo Roma para iniciar minha visita aos Estados Unidos da América e a ONU, agrada-me me dirigir a você senhor Presidente para cumprimentá-lo e lhe expressar que acompanho com meus melhores desejos o bem-estar espiritual, civil e social do povo italiano a quem envio minha bênção”.

O Papa chegará a Washington às 16h (hora local) com o que o Pontífice inicia sua oitava viagem apostólica que poderá seguir com a cobertura especial que ACIDigital realizará para todos seus usuários e público em geral.

Para este primeiro dia da viagem apostólica, não se tem previsto discurso nenhum; já que a cerimônia de bem-vinda se programou para amanhã às 10:30 (hora de Washington).

Amanhã 16 de abril, o Papa Bento XVI faz 81 anos; e no sábado 19 celebrará o terceiro ano de sua eleição como sucessor de Pedro.


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Lançado 4º Volume da Série “Citações Patrístiscas”

abr 14, 2008 Autor: Bíblia Católica Online | Postado em: História da Igreja, Igreja

Diante do sucesso de downloads dos Volumes 1 a 3 da série “Citações Patrísticas”, dedicados respectivamente à “Palavra de Deus e a Profissão de Fé”, “Deus Pai, Filho e Espírito Santo” e “Maria, os Anjos e os Santos”, publicamos agora o Volume 4 desta série abordando o tem”A Igreja de Cristo”.

A obra, que conta com o Imprimatur das autoridades eclesiásticas e é prefaciada pelo Prof. Dr. Pe. Manoel Augusto Santos dos Santos, da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, reúne o pensamento dos Padres primitivos acerca da Igreja, em especial:

  1. A Igreja: Instituição - Corpo de Cristo - Marcas Distintivas - Unidade
  2. O Povo de Deus: O Papa - O Clero - Os Fiéis em Geral.
  3. O Culto: A Missa - O Calendário
  4. Outras Matérias: Instrução Religiosa - Oração - Os Hereges

Cada tema e subtema é introduzido com versículos bíblicos e exertos do Catecismo da Igreja Católica, demonstrando a linha contínua que liga a Igreja dos primeiros tempos diretamente à Igreja Católica de nossos dias.

Este novo volume, lançado APENAS no formato de E-Book, estará disponível GRATUITAMENTE a todos os interessados que manifestarem o desejo de recebê-lo por e-mail. Os leitores que ficarem satisfeitos com o conteúdo da obra são incentivados a procederem uma doação, de QUALQUER QUANTIA, visando a atualização e futura ampliação dos volumes que compõem a série, bem como para colaborar com os novos projetos do Autor, como a expansão e manutenção do site COCP-Central de Obras do Cristianismo Primitivo (http://cocp.veritatis.com.br), que disponibiliza os escritos da Igreja primitiva em sua íntegra.

A série completa, em 6 (seis) volumes, entregará ao leitor mais de 1600 citações patrísticas e estará assim organizada:

  • Volume 1: A Palavra de Deus e a Profissão de Fé
  • Volume 2: Deus Pai, Filho e Espírito Santo
  • Volume 3: Maria, os Santos e os Anjos
  • Volume 4: A Igreja de Cristo (e-book que ora apresentamos)
  • Volume 5: Os Sete Sacramentos e a Criação
  • Volume 6: Escatologia e Questões Diversas

Esta obra é especialmente recomendada a todos os que amam a única Igreja de Cristo e/ou se interessam pela literatura Patrística, especialmente sacerdotes, religiosos, seminaristas, catequistas e ministros extraordinários, além de leigos em geral que queiram conhecer a doutrina cristã tal como foi professada pela Igreja primitiva (e continua sendo pela Igreja contemporânea!).

PEDIDOS

Baixe já o Volume 4 (”A Igreja de Cristo”) clicando aqui. (http://www.veritatis.com.br/article/5046)


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Pregador do Papa: «amor evangélico é o grande ausente das seitas»

abr 12, 2008 Autor: Bíblia Católica Online | Postado em: Espiritualidade

Comentário do Pe. Cantalamessa sobre a liturgia do próximo domingo

ROMA, sexta-feira, 11 de abril de 2008 (ZENIT.org).- Publicamos o comentário do Pe. Raniero Cantalamessa, OFM Cap. – pregador da Casa Pontifícia – sobre a Liturgia da Palavra do próximo domingo, IV da Páscoa.

* * *

IV Domingo da Páscoa

Atos 2,14a.36-41; 1 Pedro 2, 20b-25; João 10, 1-10

Eu sou o Bom Pastor

Este é o domingo do Bom pastor, mas pelo menos dessa vez não é nele que vamos concentrar a atenção, e sim no seu antagonista. Quem é o personagem definido como «ladrão» e «estranho»? Jesus pensa, em primeiro lugar, nos falsos profetas e nos pseudomessias do seu tempo, que faziam de conta que eram enviados de Deus e libertadores do povo, enquanto, na verdade, não faziam nada além de mandar as pessoas morrerem por eles.

Hoje, esses «estranhos» que não entram pela porta, mas que se introduzem no redil às escondidas, que «roubam» as ovelhas e as «matam», são visionários fanáticos ou astutos aproveitadores que abusam da boa vontade e da ingenuidade das pessoas. Eu me refiro aos fundadores ou chefes de seitas religiosas que estão por aí.

Quando falamos de seitas, no entanto, devemos prestar atenção para não colocar tudo no mesmo nível. Os evangélicos e os pentecostais protestantes, por exemplo, além de grupos isolados, não são seitas. A Igreja Católica mantém com eles, há muito tempo, um diálogo ecumênico no âmbito oficial, algo que jamais faria com as seitas.

As verdadeiras seitas são reconhecidas por algumas características. Antes de tudo, quanto ao conteúdo do seu credo, não compartilham pontos essenciais da fé cristã, como a divindade de Cristo e a Trindade; ou misturam com doutrinas cristãs elementos alheios incompatíveis com elas, como a reencarnação. Quanto aos métodos, são literalmente «ladrões de ovelhas», no sentido de que tentam por todos os meios arrancar os fiéis da sua Igreja de origem para torná-los adeptos da sua seita.

Geralmente são agressivos e polêmicos. Mais do que propor conteúdos próprios, passam o tempo acusando, polemizando contra a Igreja, Nossa Senhora e em geral tudo o que é católico. Estamos, com isso, nas antípodas do Evangelho de Jesus, que é amor, doçura, respeito pela liberdade dos outros. O amor evangélico é o grande ausente das seitas.

Jesus nos deu um critério seguro de reconhecimento: «Guardai-vos dos falsos profetas, que vêm a vós disfarçados de ovelhas, mas por dentro são lobos ferozes. Pelos seus frutos os reconhecereis» (Mt 7, 15). E os frutos mais comuns da passagem das seitas são famílias destruídas, fanatismo, expectativas apocalípticas do fim do mundo, regularmente desmentidas pelos fatos.

Existes outros tipos de seitas religiosas, nascidas do mundo cristão, em geral importadas do Oriente. Ao contrário das primeiras, não são agressivas; elas se apresentam com «fantasia de cordeiro», pregando o amor por todos, pela natureza, pela busca do eu profundo. São formações freqüentemente sincretistas, ou seja, que agrupam elementos de diversas procedências religiosas, como no caso da Nova Era.

O imenso prejuízo espiritual para quem se deixa convencer por esses novos messias é que perde Jesus Cristo e, com Ele, essa «vida em abundância» que Ele veio trazer.

Algumas dessas seitas são perigosas também no campo da saúde mental e da ordem pública. Os recorrentes casos de sequestros e suicídios coletivos nos advertem até onde pode levar o fanatismo do chefe de uma seita.

Quando se fala de seitas, no entanto, devemos recitar também um «mea culpa». Com freqüência, as pessoas acabam em alguma seita pela necessidade de sentir o calor e o apoio humano de uma comunidade que não encontraram em sua paróquia.

[Tradução: Aline Banchieri]


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Conversão de Paulo é exemplo de encontro com Cristo, diz arcebispo

abr 12, 2008 Autor: Bíblia Católica Online | Postado em: Espiritualidade, Igreja

Dom Geraldo Lyrio Rocha presidiu missa de encerramento de assembléia da CNBB

Por Alexandre Ribeiro

INDAIATUBA, sexta-feira, 11 de abril de 2008 (ZENIT.org).- A narração da conversão de Paulo é exemplo de encontro com Cristo e remete à Conferência de Aparecida e suas indicações sobre discípulos e missionários, afirma o presidente da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil).

Na missa de encerramento da 46ª Assembléia Geral do episcopado, esta manhã, Dom Geraldo Lyrio Rocha, no contexto da primeira leitura (At 9, 1-20), explicou que «o sempre comovente relato da conversão de Paulo» se constrói em dois pólos.

Primeiro, «o diálogo da aparição» e, conseqüentemente, «a missão confiada àquele que de perseguidor dos cristãos se torna ‘um instrumento escolhido para levar o nome de Jesus aos pagãos, aos reis e ao povo de Israel’».

Segundo o arcebispo de Mariana (Minas Gerais), no caminho de Damasco, Saulo «reconhece Jesus de Nazaré e descobre a identidade entre Jesus que agora encontrou e os cristãos que tanto havia perseguido».

«Revela-se a Paulo o mistério de Cristo Cabeça e seu corpo que é a Igreja. Esse duplo reconhecimento é que vai motivar Paulo para a urgência da missão: “Depois de passar alguns dias com os discípulos em Damasco, ele logo começou a pregar nas sinagogas, afirmando que Jesus é Filho de Deus”.»

De acordo com Dom Geraldo Lyrio, a narração da conversão de Saulo traz consigo a apresentação de sua vocação apostólica.

«Como os demais Apóstolos também Paulo viu o Ressuscitado e foi por ele enviado a pregar.»

Entretanto –prossegue o arcebispo–, de acordo com a narração de Lucas, «o chamado que Cristo dirigiu a Saulo deveria ser ratificado pela Igreja. Cristo manda Paulo à Igreja que, por Ananias, o batiza e lhe abre os olhos».

«A experiência do encontro pessoal com o Ressuscitado transformou Saulo em discípulo e missionário de Jesus Cristo», afirma.

Ao recordar que «essa verdade logo nos remete à Conferência de Aparecida», o arcebispo lembrou que o esforço da 46ª assembléia plenária da CNBB foi justamente traduzir as reflexões da Quinta Conferência em indicações pastorais concretas para o país, tendo como eixo central «o acontecimento de Cristo».


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Homilia de Bento XVI no 3º aniversário do falecimento de João Paulo II

abr 8, 2008 Autor: Bíblia Católica Online | Postado em: Santa Sé

CIDADE DO VATICANO, quarta-feira, 2 de abril de 2008 (ZENIT.org).- Publicamos a homilia que Bento XVI pronunciou nesta quarta-feira, ao presidir a celebração eucarística no 3º aniversário do falecimento de João Paulo II.

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Queridos irmãos e irmãs:

O dia 2 de abril ficou gravado na memória da Igreja como o dia do «adeus» a este mundo do servo de Deus o Papa João Paulo II. Revivamos com emoção as horas daquele sábado à tarde, quando a notícia do falecimento foi acolhida por uma grande multidão em oração, que enchia a Praça de São Pedro. Durante vários dias, a Basílica Vaticana e esta praça se converteram verdadeiramente no coração do mundo. Um rio ininterrupto de peregrinos prestou homenagem aos restos mortais do venerado pontífice e seus funerais supuseram um ulterior testemunho da estima e do afeto que ele havia conquistado no espírito de tantos crentes e pessoas de todos os lugares da terra.

Assim como três anos atrás, tampouco hoje passou muito tempo desde a Páscoa. O coração da Igreja se encontra ainda submerso no mistério da Ressurreição do Senhor. Realmente podemos ler toda a vida de meu querido predecessor, em particular seu ministério petrino, segundo o sinal de Cristo Ressuscitado. Ele tinha uma fé extraordinária n’Ele, e com Ele mantinha uma conversa íntima, singular, ininterrupta. Entre suas muitas qualidades humanas e sobrenaturais, tinha uma excepcional sensibilidade espiritual e mística.

Bastava observá-lo enquanto rezava: ele se submergia literalmente em Deus e parecia que todo o resto naqueles momentos era distante. Nas celebrações litúrgicas, estava atento ao mistério em ato, com uma aguda capacidade para perceber a eloqüência da Palavra de Deus no devir da história, penetrando no nível profundo do desígnio de Deus. A santa missa, como repetiu com freqüência, era para ele o centro de cada dia e de toda a existência. A realidade «viva e santa» da Eucaristia que lhe dava energia espiritual para guiar o povo de Deus no caminho da história.

João Paulo II expirou na vigília do segundo domingo da Páscoa, «o dia que o Senhor fez para nós». Toda sua agonia aconteceu nesse «dia», em um espaço-tempo novo, que é o «oitavo dia», querido pela Santíssima Trindade através da obra do Verbo encarnado, morto e ressuscitado. O Papa João Paulo II demonstrou em várias ocasiões que já antes, durante sua vida, e especialmente no cumprimento da missão de Sumo Pontífice, ele se encontrava de alguma maneira nesta dimensão espiritual.

Seu pontificado, em seu conjunto e em muitos momentos específicos, é-nos apresentado como um sinal e um testemunho da Ressurreição de Cristo. O dinamismo pascal, que fez da existência de João Paulo II uma resposta total ao chamado do Senhor, não podia expressar-se sem participar nos sofrimentos e na morte do divino Mestre e Redentor. «É certa esta afirmação do apóstolo Paulo: «Se morremos com Ele, também viveremos com ele; se nos mantemos firmes, também reinaremos com ele» (2 Timóteo 2, 11-12).

Desde criança, Karol Wojtyla havia experimentado a verdade destas palavras, ao encontrar a cruz em seu caminho, em sua família e em seu povo. Muito cedo decidiu levá-la junto a Jesus, seguindo seus passos. Quis ser um servidor fiel seu até acolher o chamado ao sacerdócio como dom e compromisso de toda a vida. Com Ele viveu e com Ele quis morrer. E tudo isso através da singular mediação de Maria Santíssima, Mãe da Igreja, mãe do Redentor íntima e realmente associada a seu mistério salvífico de morte e ressurreição.

Nesta reflexão evocativa nos guiam as leituras bíblicas que acabam de ser proclamadas: «Não tenhais medo!» (Mateus 28, 5). As palavras do anjo da ressurreição, dirigidas às mulheres diante do sepulcro vazio, que acabamos de escutar, converteram-se em uma espécie de lema nos lábios do Papa João Paulo II, desde o solene início de seu ministério petrino. Ele as repetiu em várias ocasiões à Igreja e à humanidade na preparação para o ano 2000, e depois ao atravessar aquela histórica etapa, assim como depois, na aurora do terceiro milênio. Ele as pronunciou sempre com inflexível firmeza, primeiro levantando o báculo pastoral coroado pela cruz e, depois, quando as energias físicas iam-se enfraquecendo, quase agarrando-se a ele, até aquela última Sexta-Feira Santa, na qual participou na Via Sacra desde a capela privada, apresentando entre seus braços a cruz. Não podemos esquecer aquele último e silencioso testemunho de amor a Jesus. Aquela eloqüente cena de sofrimento humano e de fé, naquela última Sexta-Feira Santa, também indicava aos crentes e ao mundo o segredo de toda a vida cristã. Aquele «não tenhais medo» não se baseava nas forças humanas, nem nos êxitos conseguidos, mas unicamente na Palavra de Deus, na cruz e na Ressurreição de Cristo. Na medida que ia desnudando-se totalmente, ao final, inclusive da própria palavra, esta entrega total a Cristo se manifestou com crescente clareza. Como aconteceu com Jesus, também no caso de João Paulo II as palavras cederam lugar no final ao último sacrifício, a entrega de si. E a morte foi o selo de uma existência totalmente entregue a Cristo, conformada com ele inclusive fisicamente, com as marcas do sofrimento e do abandono confiado nos braços do Pai celestial. «Deixem que eu vá ao Pai»: estas – testemunha quem esteve a seu lado – foram suas últimas palavras, cumprimento de uma vida totalmente orientada a conhecer e contemplar o rosto do Senhor.

Venerados e queridos irmãos: eu agradeço a todos por ter-vos unidos a mim nesta missa de sufrágio pelo amado João Paulo II. Dirijo um pensamento particular aos participantes do primeiro congresso mundial sobre a Divina Misericórdia, que começa precisamente hoje, e que quer aprofundar em seu rico magistério sobre este tema. A misericórdia de Deus, disse ele mesmo, é uma chave de leitura privilegiada de seu pontificado. Ele queria que a mensagem do amor misericordioso de Deus alcançasse todos os homens e exortava os fiéis a serem suas testemunhas (cf. Homilia em Cracóvia-Lagiewniki, 17 de agosto de 2002).

Por este motivo, ele quis elevar à honra dos altares a irmã Faustina Kowalska, humilde religiosa convertida por um misterioso desígnio divino na mensageira profética da Divina Misericórdia. O servo de Deus João Paulo II havia conhecido e vivido pessoalmente as terríveis tragédias do século XX, e se perguntou durante muito tempo o que poderia deter o avanço do mal. A resposta só podia ser encontrada no amor de Deus. Só a Divina Misericórdia, de fato, é capaz de pôr limites ao mal; só o amor onipotente de Deus pode derrotar a prepotência dos malvados e o poder destruidor do egoísmo e do ódio. Por este motivo, durante sua última visita à Polônia, ao regressar à sua terra natal, ele disse: «Fora da misericórdia de Deus não existe outra fonte de esperança para o homem» (ibidem).

Agradeçamos ao Senhor porque entregou à Igreja este seu servidor fiel e valente. Louvemos e bendigamos a Virgem Maria por ter velado incessantemente por sua pessoa e seu ministério para benefício do povo cristão e de toda a humanidade. E enquanto oferecemos por sua alma escolhida o Sacrifício redentor, nós lhe pedimos que continue intercedendo do céu por cada um de nós, por mim de maneira especial, a quem a Providência chamou a recolher sua inestimável herança espiritual. Que a Igreja, seguindo seus ensinamentos e exemplos, possa continuar fielmente sua missão evangelizadora, difundindo sem cessar o amor misericordioso de Cristo, manancial de verdadeira paz para o mundo inteiro.

[Tradução: Élison Santos. Revisão: Aline Banchieri.

© Copyright 2008 - Libreria Editrice Vaticana]


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