Notícias e novidades da Igreja Católica no mundo

Arquivo de julho, 2007


Credibilidade do Evangelho depende dos autênticos cristãos, reconhece Papa

jul 31, 2007 Autor: Bíblia Católica Online | Postado em: Santa Sé

Em um encontro com sacerdotes

CIDADE DO VATICANO, sexta-feira, 27 de julho de 2007 (ZENIT.org).- A credibilidade do anúncio do Evangelho depende dos autênticos cristãos, reconhece Bento XVI, que confessa que vê nas famílias «penetradas pela fé» a presença de Deus.

Ele o explicou no dia 24 de julho, ao responder às perguntas de alguns sacerdotes das dioceses de Belluno-Feltre e Treviso em Auronzo, localidade dos Montes Dolomitas italianos.

«O cristianismo não é um conjunto complicadíssimo de muitos dogmas, impossível de conhecer; não é algo só para acadêmicos, mas algo simples: Deus existe e Deus está próximo em Jesus Cristo.»

Levar Deus aos outros, explicou, «implica, sobretudo, por uma parte, o amor, e por outra, a esperança e a fé».

Portanto, «o melhor testemunho de Cristo, o melhor anúncio é sempre a vida dos verdadeiros cristãos».

«Parece-me que o anúncio mais belo hoje é ver como famílias nutridas pela fé vivem com alegria, como vivem inclusive o sofrimento com profunda alegria, como ajudam os outros, como amam Deus e o próximo», reconheceu.

«Inclusive para mim, o anúncio mais reconfortante é sempre o de ver famílias católicas ou personalidades católicas que estão penetradas pela fé; nelas resplandece realmente a presença de Deus e chega esta ‘água viva’.»

«Portanto – concluiu –, o anúncio fundamental é precisamente o da própria vida dos cristãos.»


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Bento XVI pede fim da corrida armamentista nuclear

jul 31, 2007 Autor: Bíblia Católica Online | Postado em: Santa Sé

Nos cinqüenta anos da Agência Internacional para a Energia Atômica

CASTEL GANDOLFO, domingo, 29 de julho de 2007 (ZENIT.org).- Bento XVI lançou este domingo um apelo ao desarmamento nuclear e pediu que os recursos economizados com este compromisso sirvam para ajudar os mais pobres.

Suas palavras, que recordaram os 50 anos exatos da fundação da Agência Internacional para a Energia Atômica, foram ouvidas por milhares de peregrinos no pátio da residência pontifícia de Castel Gandolfo antes de rezar o Angelus.

Recordando o artigo II de seu Estatuto, explicou que entre os objetivos desta agência das Nações Unidas está «promover e aumentar a contribuição da energia atômica às causas da paz, da saúde e da prosperidade em todo o mundo».

«A Santa Sé, que aprova plenamente as finalidades deste organismo, é membro desde sua fundação e continua apoiando sua atividade», explicou aos peregrinos, muitos dos quais tiveram de seguir suas palavras desde a praça contígua desta localidade, situada a 30 quilômetros ao sul de Roma, por não encontrar espaço.

«As mudanças históricas ocorridas nos últimos cinqüenta anos – sublinhou – afirmam como, no difícil cruzamento de caminhos no qual se encontra a humanidade, cada vez é mais atual e urgente o compromisso por alentar a não-proliferação de armas nucleares, promover um progressivo e compartilhado desarme nuclear e favorecer o uso pacífico e seguro da tecnologia nuclear a favor de um autêntico desenvolvimento, que respeite o meio ambiente e que esteja sempre atento às populações mais desfavorecidas».

O bispo de Roma desejou que «tenham êxito os esforços de quem trabalha para perseguir com determinação estes três objetivos, com a meta de que os recursos economizados deste modo possam ser empregados em projetos de desenvolvimento em favor de todos os habitantes e, em primeiro lugar, dos mais pobres».

Citando o Catecismo da Igreja Católica (n. 2438), confirmou que «é preciso substituir a corrida de armamentos por um esforço comum para mobilizar os recursos para objetivos de desenvolvimento moral, cultural e econômico, redefinindo as prioridades e as escalas de valores».

Desta forma, pediu que «os conhecimentos científicos e técnicos se apliquem sempre com senso de responsabilidade e pelo bem comum, no pleno respeito do direito internacional».

Concluiu sua intervenção pedindo orações «para que os homens vivam em paz, e todos se sintam irmãos, filhos de um único Pai: Deus».


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Rezar, curar e anunciar são “imperativos essenciais” do sacerdote, afirma o Papa

jul 30, 2007 Autor: Bíblia Católica Online | Postado em: Igreja, Mundo

ROMA, 25 Jul. 07 / 12:00 am (ACI).- “Rezem, curem e anunciem“, pois estas ações são os “imperativos essenciais” do ministério pastoral dos sacerdotes, disse o Papa Bento XVI durante o encontro que sustentou ontem pela manhã em Auronzo di Cadore, no norte da Itália, ao clero das dioceses de Belluno-Feltre e Treviso.

No diálogo entre o Pontífice e os presbíteros, desenvolvido em forma de perguntas e respostas, o Santo Padre destacou a importância da oração porque “sem uma relação pessoal com Deus, todo o resto não pode funcionar, não podemos realmente levar Deus, a realidade divina e a verdadeira vida humana às pessoas, se nós mesmos não vivermos em uma relação profunda, verdadeira, de amizade com Deus“.

Deste modo é necessário “ter relações humanas com todas as pessoas confiadas a nós” para curar “todas as necessidades humanas, que sempre necessidades que vão até o mais profundo de Deus”, prosseguiu Bento XVI. Pertence a esta dimensão, destacou o Pontífice respondendo a uma pergunta dos sacerdotes participantes, o ministério da reconciliação por ser uma “ação de pai extraordinária”.

Finalmente, disse o Papa, é essencial também anunciar o Reino de Deus, que “não é uma longínqua utopia de um mundo melhor”, mas sim divulgar que é “Deus mesmo, quem se aproximou e se fez muito próximo em Cristo” pelo qual o anúncio “quer dizer falar de Deus hoje, fazer presente a palavra de Deus”.

Divorciados que voltaram a casar

Ao responder outra pergunta sobre os divorciados que voltaram a casar, o Santo Padre assinalou que se trata de “um problema doloroso e a simples receita que resolva, certamente não existe”. Aprofundando no tema, o Papa assinalou que a “preparação ao matrimônio se converte em um pouco cada vez mais fundamental e necessário” para “conhecer-se mais a si mesmo” e “conhecer a verdadeira vontade matrimonial”. Além disso, ressaltou a necessidade de um acompanhamento “permanente” por parte dos sacerdotes e as famílias, aos jovens casais nos primeiros dez anos de matrimônio.

No caso de que um matrimônio fracasse, disse o Papa, “a primeira coisa em que terá que aprofundar é se existirem os sinais para uma eventual declaração de nulidade”.

Outras religiões

Em outro momento o Santo Padre foi perguntado sobre como abordar a crescente presença de pessoas não cristãs no território local. A respeito, o Papa assinalou que a importância de “dar razão da esperança que está em nós” é “a síntese necessária entre diálogo e anúncio”.

Sobre o particular, o Pontífice ressaltou a importância de “reconhecer” neles “a nosso próximo”. “Se isto acontecer, mais facilmente poderemos apresentar a fonte deste nosso comportamento, pois o amor ao próximo é a expressão de nossa fé“. Assim, no diálogo “não se pode acontecer rapidamente aos grandes mistérios da fé”, já que “uma coisa prática e realizável, necessária, é sobre tudo procurar o acordo fundamental sobre os valores que têm que ser vivido”.

O Pontífice sugeriu aos sacerdotes que ponham o acento “nos valores comuns entre religiões durante a catequese, as homilias e os momentos de formação”.

Jovens

Outro dos temas que foi posto em consideração no diálogo entre o Papa e os sacerdotes foi o desafio da formação da consciência moral dos jovens. Aqui, o Pontífice afirmou que “um mundo sem Deus se converte em um mundo de arbitrariedade” e destacou o valor do sofrimento “como experiência de crescimento dos jovens“.

O Papa recordou deste modo que “não é possível o amor sem a experiência da dor, a renúncia e o sofrimento”.


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50 Coisas que Afastaram Lutero da Ortodoxia Católica

jul 27, 2007 Autor: Bíblia Católica Online | Postado em: História da Igreja

Por Dave Armstrong
Tradução: Carlos Martins Nabeto
Fonte: http://socrates58.blogspot.com

Chris Jones me encaminhou esta pergunta: “Por que o dr. Lutero foi excomungado? De que modo ele era heterodoxo?”. Sumarizo abaixo como ele era visto como heterodoxo em 1520, segundo os padrões católicos virtualmente aceitos ou inquestionáveis. Observo que o objetivo aqui não é discutir se tais ensinamentos católicos são certos ou errados, mas apenas se conforme esses ensinamentos Lutero seria tido por “heterodoxo” ou “herege” (isto é, se a Igreja tinha pelo menos uma autoconsistência ao decidir por excomungá-lo ou se agiu arbitrariamente contra a verdade ou contra as afirmações de Lutero, tidas - neste último caso falsamente - como heresia).

Pois bem. É absolutamente notório que Lutero era herege e que a Igreja não tinha a obrigação de debater com ele na Dieta de Worms em 1521. E sendo óbvio que ele pregava heresias, era igualmente óbvio que a Igreja deveria exigir a sua retratação, para que renunciasse e cessasse de agir assim. Ele se recusou a fazê-lo, pois achava que sabia mais que a própria Igreja (como de fato afirmou diversas vezes). Certamente, nenhum protestante agiria diferentemente, quer naquele tempo quer agora, tendo em vista as dezenas de rejeições que estabeleceu frente aos seus dogmas particulares. Listo aqui as crenças de Lutero contrárias à Igreja (sem examinar pontos mais detalhados de soteriologia):

1. Separação entre justificação e santificação.
2. Noção imputada, extrínsica e forense de justificação.
3. Fé fiduciária.
4. Julgamento particular contrário à infalibilidade da Igreja.
5. Rejeição de sete livros da Bíblia.
6. Negação do pecado venial.
7. Negação do mérito.
8. Afirmação de que o réprobo deveria ficar feliz por ter sido condenado e aceitar a vontade de Deus.
9. Afirmação de que Jesus ofereceu-se à condenação e possivelmente ao fogo do inferno.
10. Afirmação de nenhuma boa obra pode ser feita, exceto por um homem justificado.
11. Todos os homens batizados são sacerdotes (=negação do sacramento da ordenação).
12. Todos os homens batizados podem conceder a absolvição.
13. Os bispos não possuem realmente esse múnus; Deus não os instituiu.
14. Os papas não possuem esse múnus; Deus não os instituiu.
15. Os sacerdotes não têm qualquer caráter especial ou indelével.
16. As autoridades temporais gozam de poder sobre a Igreja, até mesmo sobre bispos e papas; a afirmação contrária é mera invenção presunçosa.
17. Os votos de celibato são um erro e deveriam ser abolidos.
18. Negação da infalibilidade do papa.
19. Crença de que sacerdotes e papas injustos perdem a sua autoridade (contrário ao ensino de Santo Agostinho em disputa com os Donatistas).
20. As chaves do Reino não foram conferidas apenas a Pedro.
21. Cada pessoa pode julgar particularmente para determinar os artigos de fé.
22. Negação de que o papa tem o direito de convocar ou confirmar um Concílio.
23. Negação de que a Igreja tem o direito de exigir o celibato de certas vocações.
24. Não existe a vocação de monge; Deus não o instituiu.
25. Os dias festivos deveriam ser abolidos e todas as celebrações da Igreja deveriam se restringir aos domingos.
26. Os jejuns deveriam ser estritamente opcionais.
27. A canonização de santos é rigorosamente corrupta e não deve continuar.
28. A Confirmação não é um sacramento.
29. As indulgências deveriam ser abolidas.
30. As dispensas deveriam ser abolidas.
31. A Filosofia (Aristóteles principalmente) é repugnante, com influência negativa sobre o Cristianismo.
32. A transubstanciação é “uma idéia monstruosa”.
33. A Igreja não pode instituir sacramentos.
34. Negação da “maldita” crença de que a missa é uma boa obra.
35. Negação da “maldita” crença de que a missa é verdadeiro sacrifício.
36. Negação da noção sacramental de “ex opere operato”.
27. Negação de que a Penitência é um sacramento.
38. Afirmação de que a Igreja Católica “aboliu completamente” até mesmo a prática da penitência.
39. Afirmação de que a Igreja aboliu a fé como um aspecto da penitência.
40. Negação da sucessão apostólica.
41. Qualquer leigo poderia convocar um Concílio Geral (Ecumênico).
42. As obras penitenciais são inúteis.
43. Nada daquilo que os católicos crêem ser os sete sacramentos tem prova bíblica.
44. O Matrimônio não é um sacramento.
45. Nulidades [matrimoniais] são um conceito sem sentido e a Igreja não tem o direito de determinar ou afirmar nulidades.
46. Há uma questão em aberto: se o divórcio é permitido ou não.
47. Pessoas divorciadas podem voltar a se casar.
48. Jesus permitiu o divórcio quando um dos cônjuges cometeu adultério.
49. O ofício diário do sacerdote é “vã repetição”.
50. A extrema-unção não é um sacramento (logo, só existem dois sacramentos: o Batismo e a Eucaristia).

Como se vê por esse 50 pontos, Lutero era herege, heterodoxo, cismático ou acreditava em coisas que eram claramente contrárias aos ensinamentos ou práticas da Igreja Católica, até e inclusive em pontos verdadeiramente radicais (às vezes era também socialmente radical). Não estaria então justificada sua excomunhão dos meios católicos? Ou deveria a Igreja dizer: “É verdade, Lutero, você sabe; você está certo nesses 50 pontos. Você sabe mais que a Igreja inteira, que toda a história da Igreja e que toda a sabedoria dos santos do passado que acreditavam nessas coisas. Portanto, vamos aderir à sua sabedoria celestial e alterar todas estas 50 crenças ou práticas, para que possamos caminhar na direção correta. Muito obrigado! Seremos sempre gratos a você por nos ter informado sobre todos esses erros”.

Isto não soa ridículo? A Igreja teria que mudar 50 aspectos em suas doutrinas porque uma pessoa PARTICULARMENTE ACHOU que recebeu algum tipo de oráculo de Deus ou falso profeta. Homem de Deus daquele tempo? Vamos então supor que seja auto-evidente que Lutero era um bom e obediente católico, que queria reformar a Igreja, sem destruí-la ou abandoná-la, para criar uma nova seita. Ele seria ingênuo ou bobo o suficiente para acreditar que ele mesmo, objetivamente falando, não estava então oferecendo um programa radical, uma verdadeira revolução? Isso é claro e patente para qualquer um, mesmo antes de 1520. O que ele oferecia não era uma reforma… e a denominada “Reforma Protestante” não é o que diz ser, quando considerada como um todo. É uma Revolta ou uma Revolução. Já demonstrei o porquê disso em outros artigos.

Nenhuma pessoa em sã consciência que tenha lido qualquer um dos três tratados radicais de 1520 de Lutero duvidaria que ele já não era um católico ortodoxo. Ele não se tornou relutante apenas porque foi expulso da Igreja por homens que não queriam ouvir a razão e a Escritura manifesta (como o mito e propaganda perpétua protestante costuma argumentar), mas porque ele escolheu aceitar as doutrinas heréticas que ele mesmo criou, fugindo ao padrão da ortodoxia católica, e tornando-se um radical, tentando ainda espalhar os seus erros (de forma passional e franca) pelo mundo afora mediante panfletos difamatórios, zombeteiros e propagandísticos e até mesmo empregando gravuras indecorosas quando necessário.

Vemos, assim, que a Igreja foi totalmente sensível, razoável, dentro de seus direitos, lógica, autoconsistente e não hipócrita ou arbitrária ao simplesmente exigir de Lutero sua retratação na Dieta de Worms em 1521 e ao recusar-se em debater com ele (até porque já tinha feito isso outras vezes, anteriormente), porque se assim o fizesse estaria aceitando a ridícula presunção de Lutero de que estava em uma posição de disputa e debate unilateral face a doutrina e sabedoria teológica acumuladas pela Igreja ao longo de seus 1500 anos.


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Papa anuncia Ano Paulino

jul 25, 2007 Autor: Bíblia Católica Online | Postado em: História da Igreja

Figura central da Igreja primitiva é recordada nos 2000 anos do seu nascimento

Bento XVI anunciou hoje a celebração de um “especial ano jubilar” dedicado ao Apóstolo Paulo, por ocasião dos 2000 anos do seu nascimento. O Ano Paulino irá prolongar-se de 28 de Junho de 2008 a 29 de Junho de 2009.

Este anúncio foi sublinhado com uma salva de palmas por parte dos fiéis que estavam presentes na Basílica de São Paulo fora de muros, para a celebração das I Vésperas da Solenidade dos Apóstolos Pedro e Paulo.
Bento XVI lembrou que Paulo passou de “violento perseguidor dos cristãos” a Apóstolo de Jesus e por ele “sofreu e morreu”. “Como é atual, hoje, o seu exemplo”, exclamou. O nascimento de Paulo é colocado pelos historiadores entre o ano 7 a 10 depois de Cristo.

O Papa indicou que Roma será um local privilegiado para a celebração deste Ano Paulino, dado que a cidade conserva o túmulo de São Paulo, descoberto na Basílica romana de São Paulo fora de muros.

“Na Basílica papal e na antiga abadia beneditina poderão ter lugar uma série de eventos litúrgicos, culturais e ecumênicos, pastorais e sociais, todos respeitantes à espiritualidade paulina”, disse.

Um destaque especial vai ser dada às peregrinações junto ao túmulo do Apóstolo. Congressos de estudo e publicações especiais de textos paulinos juntam-se a estas iniciativas, para “fazer conhecer cada vez melhor a imensa riqueza dos ensinamentos” de São Paulo, verdadeiro “patrimônio da humanidade redimida em Cristo”.

Iniciativas análogas poderão ser realizadas noutras partes do mundo, promovidas por muitas das Instituições que levam o nome de São Paulo ou se inspiram nos seus ensinamentos.

Paulo de Tarso

Paulo foi uma das figuras que marcou, de forma decisiva, a história do Cristianismo, o Apóstolo que anunciou o Evangelho em todo o mundo antigo, sem nunca vacilar perante as dificuldades, os perigos, a tortura, a prisão ou a morte.

Nasceu na cidade de Tarso, na Silícia, numa família judaica na diáspora, mas com cidadania romana. Paulo não foi primariamente um escritor, mas um rabino convertido na célebre “Visão de Damasco” (At 9,1-19; 22,4-21; 26,9-18) que percorreu muitos milhares de quilômetros, anunciando de cidade em cidade o “Evangelho” da morte e ressurreição de Jesus. Morreu em Roma, no ano 67.

O nome de Paulo aparece como autor de 13 Cartas do Novo Testamento, escritas a diferentes comunidades, ao longo de uns cinqüenta anos: Romanos, Gálatas, 1 Tessalonicenses, 1 e 2 Coríntios, Filipenses e Filémon; 1 e 2 Timóteo, Tito, Efésios, Colossenses, 2 Tessalonicenses.
Teologicamente falando, Paulo assimilou o sistema teológico dos cristãos de origem helenista, que antes perseguia, e começou a pregação contra o sistema judaico, que antes seguia com rigor de fariseu. Os próprios judeo-cristãos de Jerusalém foram certamente poupados na sua “perseguição” ao Cristianismo nascente, porque salvavam a relação umbilical entre Cristo e Moisés e não pareciam a Paulo mais do que um “desvio” farisaico.

Esta inculturação do Evangelho na cultura helenista – tipicamente citadina – levou Paulo, homem da cidade, a utilizar uma linguagem mais teológica e abstrata, própria do ambiente evoluído em que pregou o Evangelho, em contraposição com a linguagem campestre utilizada por Jesus no ambiente agrícola e pastoril da Palestina.

O túmulo

Os responsáveis vaticanos asseguram que o sarcófago que se encontra sob o altar papal da Basílica de São Paulo, em Roma, era considerado, já em 390, como o do Apóstolo. Já no fim do século II, o presbítero romano Gaio, citado por Eusébio, assinalava a existência do “tropaion” erguido como testemunho do martírio de Paulo.

As escavações decorreram entre 2002 e 22 de Setembro de 2006, permitindo trazer à luz do dia a abside da Basílica costantiniana, englobada no transepto do edifício dos três Imperadores, Teodósio, Valentiniano II e Arcádio (que ampliaram a Basílica de Constantino).

Foi aqui, debaixo do altar papal, que se deu o achado: um sarcófago com a inscrição incompleta «Paulo apostolo mart(yri)» (Paulo Apóstolo Mártir), visível desde a base do altar e ao nível da antiga basílica, construída no século IV.


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Exorcista mexicano critica sacerdotes que não acreditam em existência do demônio

jul 24, 2007 Autor: Bíblia Católica Online | Postado em: Outros

Recorda que sua existência é um dogma de fé na Igreja

MEXICO D.F., 23 Jul. 07 / 12:00 am (ACI).- O coordenador geral de exorcistas da Arquidiocese do México, Pe. Pedro Mendoza Pantoja, criticou o cepticismo de alguns sacerdotes sobre a existência do diabo e assinalou que embora não sejam muitos os casos de possessão, sim o são no que é afetação demoníaca, que se deve ao afastamento do homem de Deus.

Ao culminar o 3º Congresso Nacional de Exorcistas, o Pe. Mendoza advertiu que quem não acredita na existência do demônio esquece que se trata de um dogma de fé da Igreja “por mais que queiram dar (a estes fenômenos) explicações de tipo psicológico ou de outra índole”.

Em declarações à imprensa, o sacerdote afirmou que na arquidiocese há sete exorcistas e que este número não é sob dado de que tampouco são muitos os casos de possessão; mas, advertiu, “sim o são no sentido de que atualmente muitas pessoas sofrem diversos tipos de afetações demoníacas devida ao afastamento do homem da fé, o que o faz crédulo em magia, bruxaria, malefícios, horóscopos e inclusive na morte, e tudo isto os sacerdotes não o atendem porque não sabem como fazê-lo”.

Nesse sentido, qualificou o evento de bem-sucedido porque se conseguiu sensibilizar os bispos participantes para que toquem este tema nos seminários e o número de exorcistas aumente. O Pe. Mendoza assinalou que é necessário tomar consciência da importância do ministério do exorcismo.

Distinguir males mentais de possessões

Por outro lado, durante o evento, o psicólogo e exorcista da Arquidiocese do México, Pe. Enrique Maldonado, assinalou que é necessário distinguir entre uma verdadeira possessão diabólica e uma enfermidade mental. Nesse sentido, afirmou que de cada dez mil casos de suposta possessão apenas um é real.

Acrescentou que por isso é necessário o apoio de especialistas que, sob a guia do sacerdote, poderão diferença uma psicopatologia de uma verdadeira influência demoníaca e assim ajudar à pessoa “a encontrar a melhor via para solucionar seu problema”.

Por sua parte, o Pe. Jesús Yáñez recordou que na guerra que houve no Céu” não só caiu Satanás, mas também demônios menores que o seguiram; e que “possuído” é a pessoa atacada por Satanás e “diabólico” o invadido por demônios menores.

O sacerdote explicou que para estabelecer uma possível possessão se devem manifestar quatro critérios na pessoa afetada: aberração ao sagrado, aparição de fenômenos paranormais “em grau supremo”, a “revelação de coisas à distância”, e falar em línguas que a pessoa em estado consciente desconhece.


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Lançamento do E-Book - SCP1: A Palavra de Deus e a Profissão de Fé

jul 19, 2007 Autor: Bíblia Católica Online | Postado em: Igreja

Por Carlos Martins Nabeto

Fonte: Veritatis Splendor

O Veritatis Splendor, mantendo o seu zelo à Verdade e ortodoxia, tem o grande prazer de oferecer aos seus leitores e visitantes mais uma grande obra: “A Palavra de Deus e a Profissão de Fé”, dando início à série “Citações Patrísticas”.

Compilada e organizada por Carlos Martins Nabeto - amplamente conhecido por seu pioneirismo na defesa da fé católica pela Internet através do site “Agnus Dei” e por seu amor incondicional à Bíblia, Tradição e Magistério da Igreja - esta obra, prefaciada pelo prof. Felipe de Aquino, coloca o leitor em contato direto com os Padres da Igreja, manifestando o real pensamento e doutrina cristã sobre a Palavra de Deus e a Profissão de Fé cristã.

Introduzindo cada tema e subtema com versículos bíblicos e, ainda, com exertos retirados do Catecismo da Igreja Católica, a obra acaba ainda demonstrando que a Igreja Católica continua hoje a professar e ensinar a mesma doutrina crida nos primeiros tempos do Cristianismo.

Outra novidade é que a obra, lançada APENAS em formato de E-Book, estará disponível GRATUITAMENTE a todos os interessados que manifestarem o desejo de recebê-la por e-mail. Os leitores que ficarem satisfeitos com o conteúdo da obra são, então, estimulados a procederem uma doação, de QUALQUER QUANTIA, visando a atualização e ampliação dos volumes que compõem a série, bem como para colaborar com os novos projetos do Autor, como a expansão e manutenção do site COCP-Central de Obras do Cristianismo Primitivo (http://cocp.nabeto.ihshost.com), que disponibiliza escritos da Igreja primitiva em sua íntegra.

A série completa, em 6 (seis) volumes, entregará ao leitor mais de 1600 citações patrísticas e estará assim organizada:

- Volume 1: A Palavra de Deus e a Profissão de Fé (e-book que ora apresentamos)

- Volume 2: Deus Pai, Filho e Espírito Santo

- Volume 3: Maria, os Santos e os Anjos

- Volume 4: A Igreja de Cristo

- Volume 5: Os Sete Sacramentos e a Criação

- Volume 6: Escatologia e Questões Diversas

Esta é uma obra recomendada a todos os que amam a única Igreja de Cristo e/ou se interessam pela Patrística, especialmente sacerdotes, religiosos, seminaristas, catequistas e ministros extraordinários, além de leigos em geral que queiram conhecer a doutrina cristã tal como foi professada pela Igreja primitiva (e continua sendo pela Igreja atual!).

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