Notícias e novidades da Igreja Católica no mundo
«A Igreja precisa de vós, como jovens, para manifestar ao mundo o rosto de Jesus Cristo»
SÃO PAULO, quinta-feira, 10 de maio de 2007 (ZENIT.org).- Bento XVI pediu aos jovens do Brasil e da América Latina que se convertam nos novos missionários da Igreja, em um encontro multitudinário que teve na noite desta quinta-feira em São Paulo.
«Sois jovens da Igreja. Por isso Eu vos envio para a grande missão de evangelizar os jovens e as jovens, que andam por este mundo errantes, como ovelhas sem pastor», disse o Papa em uma espécie de Jornada Mundial da Juventude na qual momentos de oração foram alternados com música, na qual não faltou o samba.
Aproximadamente 35 mil jovens lotavam o estádio municipal «Paulo Machado de Carvalho» (Pacaembu) e outros 30.000 ficaram do lado de fora, acompanhando a cerimônia por telões.
O Papa reconheceu em seu longo discurso, interrompido frequentemente por aplausos, que «Ouvimos falar dos medos da juventude de hoje. Revelam-nos um enorme déficit de esperança: medo de morrer, num momento em que a vida está desabrochando e procura encontrar o próprio caminho da realização».
«Registramos o alto índice de mortes entre os jovens —acrescentou—, a ameaça da violência, a deplorável proliferação das drogas que sacode até a raiz mais profunda a juventude de hoje. Fala-se por isso, seguidamente, de uma juventude perdida».
Nesse contexto, o Papa lançou seu chamado: «Sede os apóstolos dos jovens. Convidai-os para que venham convosco, façam a mesma experiência de fé, de esperança e de amor; encontrem-se com Jesus, para se sentirem realmente amados, acolhidos, com plena possibilidade de realizar-se».
«Que também eles e elas descubram os caminhos seguros dos Mandamentos e por eles cheguem até Deus», desejou.
O bispo de Roma deixou um de seus conselhos mais profundos para estes rapazes e moças: «O amor verdadeiro “procurará sempre mais a felicidade do outro, preocupar-se-á cada vez mais dele, doar-se-á e desejará existir para o outro” e, por isso, será sempre mais fiel, indissolúvel e fecundo».
«Existe um imenso panorama de ação no qual as questões de ordem social, econômica e política ganham um particular relevo, sempre que haurirem sua fonte de inspiração no Evangelho e na Doutrina Social da Igreja».
O Papa concluiu pedindo aos jovens «é que não desperdiceis vossa juventude».
«Não tenteis fugir dela. Vivei-a intensamente. Consagrai-a aos elevados ideais da fé e da solidariedade humana».
«Vós, jovens, não sois apenas o futuro da Igreja e da humanidade, como uma espécie de fuga do presente. Pelo contrário: vós sois o presente jovem da Igreja e da humanidade».
«Sois seu rosto jovem. A Igreja precisa de vós, como jovens, para manifestar ao mundo o rosto de Jesus Cristo, que se desenha na comunidade cristã. Sem o rosto jovem a Igreja se apresentaria desfigurada», concluiu.
A saudação de boas-vindas foi realizada pelo arcebispo de São Paulo, Dom Odilo Pedro Scherer, e por D. Eduardo Vieira, responsável pela Pastoral da Juventude da Arquidiocese de São Paulo, que arrancou aplausos da multidão ao pedir ao Papa que, após a Austrália (julho de 2008), a próxima Jornada Mundial da Juventude seja celebrada no Brasil.
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VATICANO, 04 Mai. 07 (ACI) .- Ao receber os bispos da Conferência Episcopal Internacional dos Santos Cirilo e Metodio que agrupa os católicos de rito latino e bizantino da Macedônia, Montenegro e Servia com Kosovo, o Papa Bento XVI recordou que o Senhor Jesus deseja que a Igreja seja a casa que acolha todos.
O Pontífice saudou os bispos recordando que vinham “de países diversos, com etnias, culturas e línguas diferentes, mas cujas comunidades eclesiásticas se acomunam na mesma fé em Cristo ressuscitado que nos transmitiram os apóstolos”.
“Os diversos países e contextos sociais e religiosos em que se situam seus fiéis -prosseguiu- comportam não poucas repercussões em sua vida cristã”, como “o matrimônio entre cônjuges de religião ou confissão distinta, que exige uma atenção espiritual especial e uma cooperação mais harmoniosa com as outras Igrejas cristãs”, ou “a educação religiosa das novas gerações” e “a formação dos sacros ministros e seu acompanhamento espiritual em um contexto pluri-confessional”.
O Santo Padre recordou que é necessário ajudar os seminaristas “a cultivar uma relação íntima com Jesus se querem cumprir plenamente sua missão e não considerar-se simples ‘funcionários’ de uma organização eclesiástica. O sacerdote está totalmente a serviço da Igreja, organismo vivo e espiritual cuja energia não procede de elementos nacionalistas, étnicos ou políticos, mas sim da ação de Cristo presente em seus ministros”.
O Papa Bento XVI destacou que “o Senhor quis que sua Igreja estivesse aberta a todos” e que “no curso dos séculos, a Tradição manteve inalterável seu caráter universal enquanto se propagava e entrava em contato com línguas, raças, nacionalidades e culturas diferentes”.
O Papa animou em seguida os bispos a serem “levedura evangélica que fermenta a sociedade” e a implicar em sua tarefa a “cada um dos membros do Povo de Deus, utilizando todos os meios de formação cristã disponíveis, postos a ponto nos diversos idiomas da população”, convencidos de que “uma ação pastoral compartilhada dessa forma redundará também de forma benéfica no âmbito civil”.
Realidade européia
O Santo Padre recordou ainda aos bispos que “a Providência pôs seus povos no contexto de um continente europeu em transformação. É um processo histórico do que as Igrejas se sentem partícipes”, mas “não faltam os obstáculos” como “a escassez de meios devido à situação econômica e a exigüidade das forças católicas”. Tampouco é fácil “esquecer a onerosa herança de mais de quarenta anos de pensamento único que causaram comportamentos sociais pouco favoráveis à liberdade e a responsabilidade pessoal e ao mesmo tempo é difícil resistir às tentações do materialismo ocidental”.
“Não desanimem!“, concluiu o Santo Padre, recordando também aos prelados que o Senhor os colocou “em estreito contato com nossos irmãos ortodoxos: como membros de um Corpo único, procurem toda colaboração possível ao serviço do único Reino de Deus. Que não falte a disponibilidade a colaborar também com outras confissões cristãs e com toda pessoa de boa vontade para promover quanto seja útil para a difusão do Evangelho”.
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VATICANO, 04 Mai. 07 (ACI) .- O Papa Bento XVI sustentou um diálogo qualificado de “frutífero” em torno do esforço de paz no Oriente Médio com o Ex-presidente da República Islâmica do Irã, Seyyed Mohammad Khatami, conforme divulgou hoje a Santa Sé.
Khatami se reuniu com o Pontífice e em seguida se encontrou com o Secretário de Estado, Cardeal Tarcisio Bertone, acompanhado pelo Arcebispo Dominique Mamberti, Secretário para as Relações com os Estados.
Conforme assinalou a Sala de Imprensa do Vaticano, “durante as conversas se falou da importância de um sereno diálogo entre as culturas, com o fim de superar as graves tensões que marcam nosso tempo e promover uma frutífera colaboração a serviço da paz e do desenvolvimento de todos os povos”.
“Também trataram das condições e dos problemas das comunidades cristãs no Oriente Médio e no Irã“.
“Por isso concerne à situação do Oriente Médio se feito insistência na necessidade de iniciativas fortes por parte da comunidade internacional -como nestes dias, no encontro de Sharm-el-Sheikh- para dar início a uma negociação séria, que tenha em conta os direitos e os interesses de todos, no respeito da legalidade internacional e com a consciência de que é necessário reconstruir a confiança recíproca”, adiciona a nota de imprensa.
Durante a reunião de Sharm-el-Sheikh, que tem o Egito como anfitrião, a Secretária de Estado norte-americana Condoleeza Rice pela primeira vez há sustentou um intercâmbio formal com seus pares da Síria e do Irã.
Acrescenta que pode ser defendida como opinião teológica
ROMA, sexta-feira, 4 de maio de 2007 (ZENIT.org).- A teoria do Limbo não foi desestimada, afirma uma teóloga membro da Comissão Teológica Internacional, comentando uma recente declaração da mesma sobre o tema.
A Irmã Sara Butler, serva missionária da Santíssima Trindade, faz parte da Comissão desde 2004.
Trata-se de um órgão consultivo integrado por trinta teólogos escolhidos pelo Papa. Seus documentos não se consideram expressões oficiais do Magistério, mas ajudam a Santa Sé a examinar importantes temas doutrinais.
Em 20 de abril, a Comissão fez público um documento, encarregado pelo Papa João Paulo II, chamado «A Esperança de salvação para as crianças que morrem sem ser batizadas». Bento XVI aprovou sua publicação.
Em uma entrevista concedida à revista «Inside the Vatican», a irmã Butler — professora de Teologia Dogmática no Seminário São José, em Yonkers, Nova York — afirma que «o informe conclui que o limbo continua sendo uma ‘possível opinião teológica’. Quem desejar defendê-lo é livre de fazê-lo. Este documento, contudo, trata de dar uma razão teológica para esperar que as crianças não batizadas possam se salvar».
«A Comissão Teológica Internacional quer dar mais peso à vontade salvífica universal de Deus e à solidariedade em Cristo que à necessidade do batismo, que não é absoluta, mas é qualificada em certo modo», disse.
A Irmã Butler citou o número 41 do documento: «Junto à teoria do limbo — que permanece como uma possível opção teológica — pode haver outros modos de integrar e salvaguardar os princípios da fé sublinhados pela Escritura».
Acrescentou: «A Comissão está tentando dizer o que o Catecismo da Igreja Católica — números 1260, 1261, 1283 — já disse: que temos o direito de esperar que a vontade de deus encontrará um modo de oferecer a graça de Cristo aos filhos que não têm oportunidade de fazer uma escolha pessoal com relação à sua salvação».
O documento «está tentando proporcionar uma razão teológica para o que já foi proposto em vários documentos do Magistério desde o Concílio — disse a Irmã Butler. Geralmente, os documentos [da Comissão] oferecem um ponto de referência para os bispos e professores de Teologia em seminários, por exemplo, para oferecer uma explicação da evolução da doutrina».
«Mas duvido se isto conduziria a uma ulterior declaração do Magistério, porque não diz nada mais que o que já se dizia no Catecismo, no rito funeral pelas crianças que morrem sem batismo no Missal Romano de 1970, e em ‘Pastoralis Actio’», o documento de 1980 da [Congregação para a Doutrina da Fé] sobre o batismo das crianças.
O documento da Comissão Teológica, disse, «indica que, dada nossa compreensão da misericórdia de Deus e do plano de salvação que inclui Cristo e o dom do Espírito Santo na Igreja, nós nos atrevemos a esperar que estas crianças serão salvas por algum dom extra-sacramental de Cristo».
A Irmã Butler falou também da situação das crianças abortadas.
«Estou certa de que nunca consideramos sugerir que estas crianças sejam declaradas mártires — expressou. Éramos, supostamente, conscientes de que em muitos lugares os católicos recordam as crianças não nascidas — que foram abortadas — no dia dos Santos Inocentes. Nós não propusemos uma solução.»
Acrescentou: «Neste caso especial, a morte é o modo em que estas crianças poderiam estar unidas a Cristo: Através das circunstâncias violentas de suas mortes, podem ser unidas a seu mistério pascal».
«O Concílio explicitamente ensina que Deus proporciona uma forma de salvação àqueles que têm uma ignorância invencível do Evangelho e também não têm nenhum acesso ao batismo sacramental», prosseguiu.
«O informe da Comissão estende a lógica deste ensinamento às crianças — apontou. Nós sugerimos que o Espírito Santo lhes oferece, em um modo conhecido por Deus, a possibilidade de se tornarem partícipes do mistério pascal.»
Contudo, a Irmã Butler advertiu que «o meio ordinário de salvação é o batismo, e as crianças deverão ser batizadas»; nisso «os pais católicos têm uma grave obrigação».
Pesquisa da Fundação Getúlio Vargas indica que, após décadas em queda, percentual de católicos se manteve estável entre 2000 e 2003.
Depois de cair continuamente desde o primeiro resgistro censitário, de 1872, o percentural de católicos na populaçao brasileira se manteve estável entre 2000 e 2003. É o que afirma um estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV), com base no Censo de 2000 e na pesquisa de Orçamento Familiar (POF) de 2003.
Depois de um ritmo de queda de mais de um ponto percentual por ano entre 1991 (82,3%) e 2000 (73,89%), a taxa teria se estabilizado em 73,79% em 2003.
À diferença do Censo, a POF é feita por amostragem - ouve 200 mil pessoas. Marcelo Neri, coordenador do estudo, diz que os dados utilizados “são de altíssima qualidade” e considera o resultado surpreendente.
A pesquisa também aponta uma diminuição na parcela de pessoas que se declaram sem religião, que eram 7,4% em 2000 e seriam 5,1% em 2003. Foram esses novos crentes que mantiveram o crescimento dos evangélicos (pentecostais e tradicionais), que passaram de 16,2% para 17,9% no período analizado.
Extraido do jornal Destak SP - Edição n° 197 - Ano 2 - dia 03/05/2007