Notícias e novidades da Igreja Católica no mundo

Arquivo de fevereiro, 2007


Igreja ortodoxa convida católicos a jejuar juntos nesta Quaresma

fev 25, 2007 Autor: Bíblia Católica Online | Postado em: Igreja

Este ano todos os cristãos celebrarão a Páscoa na mesma data, em 8 de abril

PARIS, domingo, 24 de fevereiro de 2007 (ZENIT.org).- Por ocasião desta Quaresma, a Igreja Ortodoxa convida os católicos e todos os cristãos a «seguir juntos a santa tradição do jejum».

O convite foi lançado pela Metropolia da Igreja Ortodoxa Romena da Europa Ocidental e Meridional, com sede em Paris, diocese da Igreja Ortodoxa romena. A Metropolia é dirigida por Sua Eminência Dom Joseph.

Recordando que neste ano se dá a coincidência de que todos os cristãos celebrarão a Páscoa na mesma data (em 8 de abril), esta sede ortodoxa declara que, se os cristãos vivem juntos o jejum da Quaresma oferecem uma «contribuição à unidade cristã».


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Diante do Crucificado compreende-se que Deus é amor, explica Papa

fev 25, 2007 Autor: Bíblia Católica Online | Postado em: Igreja

Propõe uma Quaresma centrada na contemplação de seu lado traspassado

CIDADE DO VATICANO, domingo, 24 de fevereiro de 2007 (ZENIT.org).- Perante o lado traspassado de Jesus na Cruz é possível compreender que «Deus é amor», explicou Bento XVI no primeiro domingo da Quaresma.

Em pleno período de preparação à paixão, morte e ressurreição de Cristo, o Papa alentou todos os cristãos a fazer experiência deste amor através da contemplação do mistério dos mistérios da fé.

Ao dirigir-se ao meio-dia aos milhares de peregrinos congregados na praça de São Pedro, no Vaticano, para rezar a oração mariana do Angelus, o pontífice recordou o tema que escolheu para esta Quaresma, «Olharão para aquele que traspassaram», inspirado na narração de São João, o único apóstolo que permaneceu aos pés da cruz.

«O discípulo predileto, presente junto a Maria, a Mãe de Jesus, e as demais mulheres no Calvário, foi testemunha ocular do golpe de lança que traspassou o lado de Cristo, fazendo que saísse sangue e água», recordou o bispo de Roma.

«Este gesto de um soldado anônimo romano, destinado a perder-se no esquecimento, ficou impresso nos olhos e no coração do apóstolo, que voltou a narrá-lo em seu Evangelho», acrescentou.

«Através dos séculos, quantas conversões aconteceram precisamente graças à eloqüente mensagem de amor que recebe aquele que dirige o olhar para Jesus crucificado», exclamou o Santo Padre.

Por este motivo, o Papa alentou os fiéis a avançar «no tempo da Quaresma, com o “olhar” posto no lado de Jesus».

Citando sua primeira encíclica «Deus caritas est» (Cf. n. 12), sublinhou que, «só dirigindo o olhar para Jesus, morto na cruz por nós, pode-se conhecer e contemplar esta verdade fundamental: “Deus é amor”».

«A partir deste olhar, o cristão encontra a orientação de seu viver e de seu amar», sublinhou falando desde a janela de seu apartamento.

Por isso, seguiu declarando, «contemplando com os olhos da fé ao Crucificado, podemos compreender profundamente o que é o pecado, sua trágica gravidade, e ao mesmo tempo a incomensurável potência do perdão e da misericórdia do Senhor».

«Durante estes dias de Quaresma, não afastemos o coração deste mistério de profunda humanidade e de elevada espiritualidade», aconselhou o Papa aos peregrinos.

«Ao contemplar Cristo, sintamos que ao mesmo tempo somos contemplados por Ele — recordou –. Aquele a quem nós mesmos traspassamos com nossas culpas não se cansa de derramar sobre o mundo uma torrente inesgotável de amor misericordioso».

Que a humanidade compreenda que só desta fonte é possível tirar a energia espiritual indispensável para construir esta paz e essa felicidade que todo ser humano está buscando sem descanso», concluiu.

O Papa, como é tradição, dedicará esta semana, após o primeiro domingo da Quaresma, à oração. Os exercícios espirituais, nos quais participarão também seus colaboradores da Cúria Romana, serão pregados pelo cardeal Giacomo Biffi, arcebispo emérito de Bolonha.


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«40 dias com os 40 últimos» na Quaresma

fev 25, 2007 Autor: Bíblia Católica Online | Postado em: Espiritualidade

Campanha Marianista de solidariedade com os países mais pobres

MADRI, domingo, 24 de fevereiro de 2007 (ZENIT.org).- A Família Marianista fez uma original proposta para esta Quaresma. A campanha «40 dias com os 40 últimos» consiste em recordar, em cada um dos quarenta dias da preparação para Páscoa, um dos países com menor índice de desenvolvimento humano do planeta.

A campanha quer ser, segundo seus organizadores, além de «tempo de conversão e de reconhecimento de nosso pecado, tempo de misericórdia e de praticar a misericórdia», também «tempo para revisar a situação concreta em que vive a sociedade e tomar uma posição ante as estruturas de injustiça, opressão e pecado que cercam os seres humanos, sobretudo os mais desfavorecidos».

«Com este espírito — acrescentam — nos aproximamos dos povos que habitam os quarenta países com menor Índice de Desenvolvimento Humano, segundo o informe anual do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento».

Os objetivos são, em primeiro lugar: «Mostrar nossa sensibilidade pelos que são os últimos em tudo e crescer nesta sensibilidade: os últimos da sociedade, os últimos da classe, os últimos do bairro… os preferidos de Deus; nossos preferidos, não por ser melhores que outros mas precisamente por ser ‘os últimos’».

Em segundo lugar, «conhecer um pouco melhor a realidade destes países, especialmente este ano sua cultura e seus valores. E conhecer também melhor, por contraste, a realidade de nossa cultura e nossos valores».

Em terceiro lugar, «perguntar-nos não só pelos mecanismos do desenvolvimento e do subdesenvolvimento, mas também por nosso próprio conceito ocidental do ‘desenvolvimento’, com o qual medimos todos os povos. Em virtude de que parâmetros decidimos quais são os povos mais ‘desenvolvidos’?».

Em quarto lugar, «mudar em algo nossa vida — mesmo em gestos pequenos –, expressando assim que estamos dispostos a que nossa preocupação pelo Reino de Deus nos afete um pouco mais».

Finalmente, «levar a nossa oração a estas pessoas e estes povos. Apresentar ao Senhor suas necessidades, dar graças pelos que trabalham diretamente em seu favor, pedir perdão pela parte de pecado coletivo que nos corresponde, suplicar a graça de estar disponíveis e atentos…».

Na página da campanha se oferece a cada dia um resumo da situação de um destes países para motivar uma solidariedade consciente da realidade, começando pelo último da lista, a Nigéria, com um índice de desenvolvimento humano de 0,311.


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Cardeal Ruini: o Magistério do Papa Bento transmite a alegria de crer

fev 23, 2007 Autor: Bíblia Católica Online | Postado em: Igreja

VATICANO, 22 Fev. 07 (ACI) .- Ao introduzir nesta manhã o encontro dos párocos de Roma com Bento XVI, o Cardeal Camillo Ruini, Vigário do Papa para a urbe romana, agradeceu ao Pontífice porque seus ensinamentos transmitem aos fiéis a alegria de crer.

Introduzindo a sessão de perguntas com os párocos, o Cardeal Ruini agradeceu ao Santo Padre “por suas intervenções cheias de alegria, dirigidas ao mundo inteiro, mas especialmente a Roma e a Itália, que nos permitem acolher mais profundamente e com extraordinária clareza o mistério de nossa fé, em si e em suas múltiplas implicâncias para a realidade de nossa vida“.

O Cardeal recordou ao Papa que o tema da pastoral diocesana de Roma se inspira em um conceito de seu Magistério: “a alegria da fé e a educação das novas gerações”. “Seguem assim com nosso compromisso de oração e de missão que está dirigido acima de tudo às famílias, e nos sentimos alentados a ajudar jovens e adolescentes a encontrar o Senhor Jesus, pois eles são os mais expostos aos processos de secularização e descristianização, mas sentem também uma forte necessidade de um sentido para sua vida“, concluiu o Cardeal.


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Jovens: prioridade para sacerdotes, assegura Papa

fev 23, 2007 Autor: Bíblia Católica Online | Postado em: Santa Sé

Em uma conversa espontânea com presbíteros de sua diocese

CIDADE DO VATICANO, quinta-feira, 22 de fevereiro de 2007 (ZENIT.org).- Em uma conversa espontânea com os sacerdotes da diocese de Roma, Bento XVI os exortou, nesta quinta-feira, a fazer da atenção aos jovens uma prioridade.

«A juventude tem de ser verdadeiramente uma prioridade de nosso trabalho pastoral, pois vive em um mundo afastado de Deus», reconheceu, ao responder espontaneamente às perguntas dos presbíteros.

«Buscar, em nosso contexto cultural, o encontro com Cristo, a vida cristã e a vida da fé é muito difícil», sublinhou.

E acrescentou: «Os jovens têm necessidade de muito acompanhamento para poder realmente encontrar esse caminho».

Definitivamente, explicou, é necessário dar a entender aos jovens que Cristo não é um «grande profeta». Nele, vemos «o Rosto de Deus», o Rosto do perdão e do amor.

Ao responder às perguntas de nove sacerdotes, o Papa falou sobre a importância das peregrinações, da oração litúrgica e da adoração eucarística; da transmissão da fé, do ecumenismo, dos movimentos eclesiais, do equilíbrio entre vida espiritual e pastoral, do valor da reparação eucarística ante os roubos sacrílegos e as seitas satânicas, da unidade da fé e do pluralismo na Teologia.

Em resposta a uma das perguntas, confirmou que a Igreja é antes de tudo uma realidade espiritual.

«A Igreja não é uma grande estrutura, uma dessas instituições supranacionais. A Igreja, ainda que seja corpo, é corpo de Cristo e, portanto, um corpo espiritual, como diz São Paulo.»

«Não é um corpo administrativo, não é um corpo de poder — afirmou. Não é tampouco uma agência social, ainda que tenha um trabalho social, mas um corpo espiritual.»

Não faltaram momentos de sorrisos e brincadeiras, como quando o Papa falou da necessidade de conseguir um equilíbrio pessoal entre a dimensão espiritual e pastoral do sacerdote.

«Os evangelhos dizem: de dia trabalhava, de noite estava no monte com o Pai e rezava. Eu tenho de confessar minha fraqueza, pois de noite não posso rezar, eu gostaria de dormir à noite.»

Os sacerdotes o interromperam com um sonoro aplauso.

«Contudo — acrescentou o Papa –, é necessário realmente oferecer algo do tempo livre ao Senhor.»

Na saudação introdutória, o cardeal Camillo Ruini, bispo vigário da diocese de Roma, sublinhou a importância desse encontro, tradicional neste pontificado, no qual os sacerdotes de Roma podem apresentar livremente ao Papa «suas perguntas, esperanças e dificuldades».

Dado que as respostas do Papa foram amplas e espontâneas, posteriormente a Sala de Imprensa da Santa Sé publicará sua transcrição na íntegra.


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Arcebispo de Barcelona: “Ser humano é ‘insecularizável’”

fev 23, 2007 Autor: Bíblia Católica Online | Postado em: Igreja, Mundo

Porque sempre será um «homo religiosus»

BARCELONA, quinta-feira, 22 de fevereiro de 2007 (ZENIT.org-Veritas).- O arcebispo de Barcelona, Dom Luiz Martinez Sistach, referiu-se aos conceitos de «secularidade, laicidade e pluralidade», durante uma conferência organizada na cidade pelo Foro Nova Economia, e abordou depois outras questões de interesse em um diálogo mantido com os jornalistas.

Dom Martinez Sistach afirmou que «o conceito secularização não é o mesmo que secularismo, como as instituições seculares não são o mesmo que as instituições religiosas» e acrescentou que atualmente «vivemos um processo de secularização desde 1969, através do analfabetismo religioso, a crise da família e as reformas educativas que criou novos sujeitos religiosos que provocaram a fratura da confiança».

O prelado constatou que «a secularização não conseguiu o fim da religião como se havia predito», já que, segundo afirmou, «o ser humano é ‘insecularizável’, já que o homem sempre será um ‘homo religiosus’».

Dom Sistach insistiu em que, ante o relativismo que se vive, «é necessário destacar a razão humana» e em que «o homem é composto de leis biológicas e leis humanas».

O arcebispo metropolitano explicou que a Doutrina Social da Igreja já deixa constância de que «a laicidade é um valor que o cristianismo ofereceu à nossa sociedade, mas o laicismo não permite que o cristianismo se manifeste no âmbito privado das pessoas».

Desta forma, reivindicou «o papel importante dos leigos na Igreja» já que «o caráter secular é o próprio dos leigos», que «compõem o tecido da existência do cristianismo».

O prelado afirmou que «a Igreja não é muito escutada» e constatou que um problema é «não poder saber até que ponto o que a Igreja diz penetra nas pessoas». Também afirmou que, na atualidade, «a Igreja tem um papel de mãe e mestra, que deve combinar devido às necessidades das pessoas que precisam de carinho e ensinamento».

Também apontou que «a Igreja trabalhou muito pela sociedade» e se perguntou «o que seria a sociedade sem a Igreja?». Neste sentido, pediu objetividade, porque a Igreja precisa de auto-estima objetiva e que se valorize seu trabalho e importância na sociedade».

Dom Sistach lamentou que se tenha perdido «o espírito positivo da transição que esquecia o passado para construir o futuro. Atualmente a sociedade está muito politizada e é necessário o reconhecimento das raízes cristãs da Europa».

Finalmente, opinou também sobre a Bioética, afirmando que «o risco que existe, segundo as práticas, é que podemos nos autodestruir, e essa não deve ser somente uma preocupação da Igreja, é obrigatoriamente uma preocupação humana».


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“A Quaresma é um caminho para o grande encontro com Cristo”, diz o Papa

fev 21, 2007 Autor: Bíblia Católica Online | Postado em: Espiritualidade

VATICANO, 21 Fev. 07 (ACI) .- Milhares de peregrinos se reuniram na Sala Paulo VI para participar da Audiência Geral com o Papa Bento XVI, quem no dia em que a Igreja inicia a Quaresma com quarta-feira de Cinzas recordou que este tempo é “um caminho para o grande encontro com Cristo”. “A Quaresma é um renovado catecumenato no qual vamos novamente ao encontro de nosso Batismo para redescobri-lo e revivê-lo em sua profundidade, para ser realmente cristãos”, disse o Pontífice durante sua catequese.

O Santo Padre recordou aos pressente que “a Quaresma é um caminho para o grande encontro com Cristo” assim como “ocasião para voltar a ser cristãos mediante um constante processo de conversão interior e de avançar no conhecimento e no amor de Cristo”.

Sobre a conversão acrescentou que “não pode limitar-se a um período particular do ano: é um caminho de todos os dias, que deve abraçar todo o arco da existência, a cada dia de nossa vida“.

“A Quaresma –continuou- é a estação espiritual propícia para treinar-se com maior tenacidade para procurar Deus, abrindo o coração a Cristo”.

Mais adiante afirmou que “o sincero desejo de Deus nos leva a rechaçar o mal e a realizar o bem. Esta conversão do coração é sobre tudo dom gratuito de Deus que nos criou para si e em Jesus Cristo nos redimiu: nossa verdadeira felicidade consiste em permanecer nele”.

Converter-se é procurar Deus, ir com Deus, seguir docemente os ensinamentos de seu Filho, de Jesus Cristo; não é um esforço para auto realizar a nós mesmos, pois o ser humano não é o arquiteto do próprio destino eterno”, disse Bento XVI.

Finalmente o Papa definiu a conversão como um “aceitar livremente e com amor depender em tudo de Deus, seguir com simplicidade e confiança ao Senhor”.

Depois de sua catequese, o Papa saudou os peregrinos de língua espanhola, especialmente às Servas do Sagrado Coração de Jesus; aos fiéis de Albacete, Tenerife e Toledo; aos estudantes de Cáceres e San Sebastián, assim como aos peregrinos da Argentina, Chile e México.

“O período quaresmal, que hoje começamos com o austero e significativo rito da imposição da Cinza, seja para todos uma experiência renovada do amor misericordioso de Cristo. Dele aprendamos a amar ao próximo, especialmente aos que sofrem. Que a Virgem Maria nos acompanhe nesta Quaresma para nos preparar a reviver o mistério da Páscoa, revelação suprema do amor de Deus. Boa Quaresma a todos!”, concluiu.


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