Notícias e novidades da Igreja Católica no mundo

Arquivo de dezembro, 2006


Papa estimula costume natalino de montar presépios em casas e escolas

dez 18, 2006 Autor: Bíblia Católica Online | Postado em: Santa Sé

CIDADE DO VATICANO, domingo, 17 de dezembro de 2006 (ZENIT.org).- Bento XVI estimulou, neste domingo, o costume natalino de montar presépios nas casas e escolas.

Suas palavras, pronunciadas desde a janela de seus aposentos, foram escutadas na Praça de São Pedro, no Vaticano, por numerosas crianças e jovens de Roma, que cumpriam, com sua visita ao Papa, com uma antiga tradição.

Como o próprio Papa explicou, vieram «com seus familiares e educadores para a bênção das imagens do Menino Jesus, que colocarão nos presépios de suas casas, das escolas e das paróquias».

Trata-se de uma iniciativa organizada todos os anos pelo Centro de Paróquias de Roma.

«Queridas crianças, diante do presépio, rezem também a Jesus pelas intenções do Papa!», pediu-lhes. «Eu lhes agradeço e lhes desejo um feliz Natal».


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A praga da pornografia

dez 18, 2006 Autor: Bíblia Católica Online | Postado em: Outros

Os Bispos se preocupam com o efeito sobre a sociedade e o casamento

ARLINGTON, Virginia, domingo, 17 de dezembro de 2006 (ZENIT.org).- A pornografia é como uma praga roubando a alma das pessoas e destruindo casamentos. Assim disse o bispo Paul Loverde, em uma carta pastoral intitulada «Bought With a Price: Pornography and the Attack on the Living Temple of God» (Vindo com um preço: pornografia e o ataque ao templo vivo de Deus).

No documento publicado no dia 30 de novembro, o bispo de Arlington explicou que a chegada de nova tecnologia de comunicação como a internet, televisão e celulares via satélite, permite que a pornografia atinja mais e mais pessoas.

«Hoje, quem sabe, mais que em qualquer tempo anterior, o homem encontra seu dom da visão e por conseqüência sua visão de Deus distorcida pelo mal da pornografia», escreveu. «Obscurece e destrói a habilidade das pessoas de ver um ao outro como únicas e belas expressões da criação de Deus, em vez disso obscurece sua visão fazendo-as ver os outros como objetos a serem usados e manipulados».

Dom Loverde também apontou que a experiência da pornografia «muda o modo com que o homem e a mulher tratam um ao outro, em algumas vezes de forma dramática mas frequentemente de forma sutil».

A cultura hoje em dia, continuou, considera a pornografia como mera fraqueza privada, ou até como prazer legítimo. De fato é uma grave ofensa de acordo com o que está situado no nº 2354 do Catecismo da Igreja Católica.

Essa imoralidade vem da distorção da verdade sobre a sexualidade humana. Dessa forma, o que deveria ser a expressão da intima união de vida e amor de um casal casado, «é reduzida a uma fonte degradante de entretenimento e até lucro para outros».

Acrescentando —a carta pastoral continuou— a pornografia viola a castidade, pois introduz pensamentos impuros à mente do observador, que geralmente leva a atos impuros, como a masturbação ou adultério.

Isso é também uma ofensa contra a justiça. Isso é devido à grave lesão à dignidade dos participantes os quais se tornam, cada um, objeto de prazer e lucro ilícito de outros.

«Todos aqueles envolvidos na produção, distribuição, venda e uso da pornografia cooperam e em algum grau, faz possível o desabamento de outros», alertou o bispo Loverde.

Dano familiar

A carta também alertou do dano que a pornografia faz à família e ao casamento: «Desde a imersão de todos que estão envolvidos na ilusão de um mundo de fantasias, o uso da pornografia pelo homem afasta sua atenção e afeto de sua mulher».

Além disso, a visão consumista da sexualidade promovida pela pornografia danifica as mulheres e torna difícil, tanto para o homem como para mulher, de se prepararem para a fidelidade matrimonial.

O uso da pornografia dentro do casamento «é uma violação do comprometimento do casamento» apontou o prelado. O seu uso por um dos parceiros no casamento leva a sentimentos de rejeição e traição, que não são curados e que levam à destruição permanente do comprometimento conjugal.

O Bispo Loverde também refutou o argumento normalmente usado para defender a pornografia, de que não há vitimas. De fato, ele argumentou, a industria pornográfica frequentemente saqueia o vulnerável e o necessitado, seduzindo-os a comportamentos perigosos.

Também, a própria natureza da pornografia aumenta a violência contra a dignidade da pessoa humana. «Mas tirando uma aspecto essencial da pessoa —a sexualidade humana— e a transformando em uma mercadoria a ser trocada e vendida, ser usada e descartada por outros desconhecidos, a industria pornográfica comete o mais violento ataque à dignidade dessas vítimas», comentou a carta pastoral.

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A preocupação dos bispos é bem fundada. No ultimo dia 28 de maio o jornal britânico Independent publicou o resultado de um estudo do uso da internet para o acesso de pornografia. De acordo com a análise entregue por Nielsen NetRatings, quase 40% da população masculina na Grã Bretanha fez uso de web sites pornográficos nos no último ano.

A pesquisa também descobriu que mais da metade das crianças já se depararam com pornografia na internet «ao procurarem por outra coisa».

Enquanto isso, na Austrália, o jornal de Melbourne, Age, alertou no artigo do dia 4 de junho que o romance na internet substituiu o romance no escritório, como sendo a principal causa de rompimento conjugal.

O artigo citou conselheiros conjugais dizendo que eles vêm que «mais do que nunca relacionamentos vem sendo rompidos por um secreto amor virtual, enquanto os advogados relatam um aumento de divórcios relacionados à internet».

O potencial para traições foi evidente nos comentários feitos ao Age por uma psicóloga da Universidade Swinburne, Simone Buzwell. Ela é a co-autora do estudo «Finding Love Online» que envolve entrevistas com mais de 1000 pessoas. Buzwell percebeu que metade daqueles que acharam um romance online já estavam em um outro relacionamento.

De volta aos Estados Unidos, um artigo do dia 16 de agosto, no Christian Science Monitor indica que a pornografia pode fomentar um comportamento criminoso. É claro que nem todo mundo dependente da pornografia se torne violento ou cometa crime sexual. Mas, alertou Corydon Hammond, co-diretor do Sex and Marital Therapy Clinic da Universidade de Utah: «eu não acho que tenha visto um adulto criminoso sexual que não esteja envolvido com pornografia».

Essas preocupações sobre a pornografia também foram direcionadas a uma seção especial do jornal Colorado Catholic Herald, publicada no dia 10 de novembro. Quando o uso de pornografia se torna vício, «em vez de ser direcionado a um relacionamento amoroso, o sexo se torna primariamente uma experiência química», «um barato», explica um dos entrevistados, Dan Spadaro do Imago Dei Counseling em Colorado Springs.

Isso significa que para o viciado muitos outros relacionamentos são descartados. Viciados também tendem a negar o problema e ao invés disso criticam os demais. Eles são supostamente um largo número de viciados que lutam contra a depressão, apontou Spadaro.

Ele também comentou que o uso da pornografia pelo marido possui um efeito negativo sob a esposa. A esposa pode ser afetada com um sentimento de incapacidade, pensando que não é interessante o suficiente para o marido. Além disso, como o uso de pornografia envolve um segredo por parte do marido, as mulheres normalmente se sentem traídas, por eles terem mentido para elas.

Outra entrevista de um conselheiro, Rob Jackson, acrescentou que estudos recentes sugeriram que mulheres normalmente sofrem sinais de stress pós-traumáticos. «De acordo com minha experiência, muitas sofrerão um mix de emoções que inclui a raiva, a tristeza e a depressão», disse ele.

Um câncer

Merecidamente, o Cardeal Justin Rigali, da Filadelfia, descreveu a pornografia como um «câncer sobre a cultura contemporânea». No noticiário do dia 8 de junho do Catholic Standard and Times, jornal arquidiocesano, ele escreveu: «Violência, abuso sexual, trauma psicológico e ruptura de relacionamentos são frutos da pornografia».

O cardeal alertou sobre perigos de web sites pornográficos e pediu para que parentes dêem passos para assegurar que tal material não esteja livremente disponível às suas crianças.

Ele também encorajou todos a irem além da atração superficial da pornografia, ao que é a verdadeira beleza do amor matrimonial, «um amor que é unitivo e procreativo, um amor que espelha o amor de sacrifício de Cristo por sua Igreja».

Somando a sua voz à lista dos bispos que falam do assunto, Dom Thomas Wenski, de Orlando, Florida, dirigiu-se aos pais que agora estão fazendo listas de presentes de natal. «Sejam cuidadosos par não comprarem parafernálias que darão às crianças acesso à pornografia», ele alertou.

Escrevendo no jornal Orlando Sentinel no dia 26 de novembro, ele explicou que com aparelhos portáteis, como telefones celulares, PDAs, iPod vídeos, «sua criança será capaz de acessar a pornografia disponível na internet». «E se adultos e casais podem ser prejudicados pela pornografia, as crianças são mais vulneráveis. Sóbria consideração no meio das preparações festivas.

Pe. John Flynn


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As quatro basílicas patriarcais de Roma se chamarão basílicas «papais»

dez 12, 2006 Autor: Bíblia Católica Online | Postado em: Igreja, Santa Sé

CIDADE DO VATICANO, segunda-feira, 11 de dezembro de 2006 (ZENIT.org).- As quatro basílicas patriarcais de Roma se chamarão a partir de agora basílicas «papais», segundo anunciou nesta segunda-feira o cardeal Andrea Cordero Lanza di Montezemolo, arcipreste da Basílica de São Paulo Fora dos Muros.

Em uma coletiva de imprensa concedida para anunciar a redescoberta do suposto sarcófago de São Paulo apóstolo, o purpurado declarou que «muitos interpretavam que o título de “patriarcal” queria aludir ao fato de que o Papa exercia, mediante estas, seu título de patriarca do Ocidente, em contraste com o Patriarca do Oriente, algo que não é verdade».

Bento XVI decidiu renunciar, por motivos históricos e ecumênicos, ao título de «patriarca do Ocidente», que entre outras coisas aparecia no Anuário Pontifício da Santa Sé.

As até agora basílicas «patriarcais» de Roma, que agora serão «papais», são: São Pedro do Vaticano, São João de Latrão, São Paulo Fora dos Muros e Santa Maria Maior.

«As quatro basílicas haviam sido entregues no passado pelos Papas como base em Roma para os patriarcas orientais católicos, não como título oficial», declarou o cardeal, antigo núncio apostólico na Itália e delegado apostólico em Jerusalém.

«Portanto, o Papa decidiu que a partir de agora as quatro basílicas maiores se chamarão basílicas “papais”», concluiu.


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Nota sobre o sarcófago de São Paulo, do arqueólogo Giorgio Filippi

dez 12, 2006 Autor: Bíblia Católica Online | Postado em: Mundo

CIDADE DO VATICANO, segunda-feira, 11 de dezembro de 2006 (ZENIT.org).- Publicamos a nota do arqueólogo Giorgio Filippi sobre o sarcófago de São Paulo que a Sala de Imprensa da Santa Sé publicou nesta segunda-feira.

* * *

A basílica surge no sepulcro do apóstolo, na Via Ostiense, onde a finais do século II o presbítero romano Gayo indicava a existência do «tropaion», erigido para testemunhar o martírio de Paulo. No lugar se sucederam, ao longo do século IV, dois edifícios, o «constantiniano» e o dos «Três Imperadores», ligados à peregrinação devocional ao túmulo do apóstolo e utilizados como cemitérios e com objetivos litúrgicos.

A única documentação que faz referência à situação arqueológica do monumento se encontra em uns poucos desenhos e esboços com medidas, cuja interpretação é enigmática, realizados pelos arquitetos Virginio Vespiagnani (1808-1882) e Paolo Belloni (1815-1889), após o incêndio de 1823, durante as escavações realizadas por ocasião da nova Confissão (1838) e da colocação das bases do baldaquino de Pio X (1850).

Os vestígios arqueológicos que se encontraram então deixaram de ser visíveis depois, pois em parte foram destruídos e em parte apresentados pela atual Confissão.

O fato de que a Basílica de São Paulo surgisse sobre o túmulo do apóstolo é um dado indiscutível na tradição histórica, enquanto a identificação do sepulcro originário é uma questão que ficou aberta. A Crônica do Mosteiro fala de um grande sarcófago de mármore, encontrado durante as obras de reconstrução da basílica, depois do incêndio de 1823, na área da Confissão, sob as duas lápides nas quais está escrito «PAVLO APOSTOLO MART[YRI]», do qual contudo não fica marca na documentação de escavações, como nos outros sarcófagos descobertos naquela ocasião, entre os que se encontra o famoso «dogmático», que hoje é conservado nos Museus Vaticanos.

As investigações arqueológicas na zona, considerada tradicionalmente como o lugar de sepultura do apóstolo, começadas no ano 2002 e acabadas em 22 de setembro de 2006, trouxeram à luz diferentes estratos, formados pela abside da basílica constantiniana, englobada no transcepto do edifício dos Três Imperadores: no solo deste último, sob o altar papal, apareceu esse grande sarcófago do qual se haviam perdido as marcas e que se considerava desde a época teodosiana como o Túmulo de São Paulo.

Estas investigações tinham por objetivo verificar a consistência e o estado de conservação dos vestígios da basílica constantiniana e teodosiana, que sobreviveram à reconstrução que aconteceu depois do incêndio e de valorizá-la por razões de devoção.

De 2 de maio a 17 de novembro deste ano, acabou-se, na zona de Confissão, o projeto para abrir acesso ao Túmulo de São Paulo. Depois de ter desmontado o Altar de São Timóteo, escavou-se na zona inferior para voltar a trazer à luz, em toda sua superfície de uns 5 metros quadrados, a abside da basílica constantiniana. Para chegar até os vestígios do século IV, se escavou dentro dos muros da moderna base para os fundamentos que se adapta perfeitamente às estruturas antigas, tanto em sua base como em sua altura, até chegar o ponto de diferença entre a parte antiga e a nova, que se pode constatar pelo calor diferente da argamassa, rosada do século XIX e cinza do século IV.

Dado que a altura do transcepto dos Três Imperadores, sobre o qual se encontra o sarcófago de são Pedro, é maior com relação ao nível da atual Confissão, é evidente que o nível foi demolido por ocasião das obras do século XIX. A plataforma se conserva detrás do altar de Timóteo, incorporado no muro moderno que delimita o lado leste da Confissão.

Durante as obras do século XIX, dado que parece que o cume da abside tinha algumas partes instáveis, foram removidas, produzindo o efeito de um degrau no «emplecton», de uns dez centímetros de altura, correspondente a duas fileiras de tijolos, que começa na borda interior da abside, seguindo sua linha curva. Na frente do degrau se vêem as marcas deixadas no cimento pelos ladrilhos removidos.

Para alcançar a altura do solo constantiniano se removeu a metade sul da zona da abside. Na escavação não se encontraram outros vestígios arqueológicos, com a exceção de restos de alvenaria.

Para aumentar a visibilidade do sarcófago de São Paulo se ampliou em 0,70 centímetro o espaço que atravessa o muro do século XIX durante as obras dos anos 2002-2003.

Foi possível tomar as medidas do sarcófago: caixa de uma longitude de 2,55 metros, de uma largura de 1,25 metro e de uma altura de 0,97 metro. A cobertura é de 0,30 metro de altura.

A parte da abside descoberta constitui o único testemunho visível da Basílica atribuída comumente a Constantino.

Segue aberto o problema topográfico da relação entre a basílica e o solo descoberto em 1850, no oeste da abside de Constantino. Belloni considerou que se tratava da antiga Via Ostiense, que havia sido desviada de sua colocação atual por ordem dos Três Imperadores, mas não mediu o nível do empedrado. Neste sentido, resulta de particular interesse o descobrimento, dentro da abside constantiniana, de alguns grandes blocos de basalto, reutilizados como material de construção nas bases da basílica dos Três Imperadores.

Pelo que se refere à planta da basílica constantiniana, dado que só contamos com as novas medidas realizadas na abside, é prematuro fazer novas hipóteses, confirmando as modestas dimensões do edifício.

O nível do estrato de barro, descoberto sobre o nível da abside constantiniana, concorda com o transcepto dos Três Imperadores (390 a.C.), sobre o qual se apóia o grande sarcófago que indicava o Túmulo do Apóstolo na época da construção da nova e grande basílica, e estava delimitado por um pódio presbiteral monumental, como parece que deixa supor a grande plataforma de suas bases, de uma espessura de 1,66 m, que se apóia diretamente sobre o solo da abside constantiniana. Não se pode excluir que no interior destas bases possam encontrar-se restos do «tropaion» erigido sobre o túmulo do apóstolo Paulo».

Pode-se considerar que entre 1838 e 1840, na zona da Confissão, removeu-se ou demoliu-se tudo o que se encontrava sobre o solo dos Três Imperadores. Para lançar as bases do novo presbitério e do altar papal, se trasladou inclusive o sarcófago de São Paulo. Por agora na área estudada, entre o nível do solo do ano 390 e o das bases de 1840, não se encontraram vestígios de outras épocas.

[Traduzido por Zenit]


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Igreja descobre sua identidade de mãe na Virgem Maria, afirma Cardeal Bertone

dez 7, 2006 Autor: Bíblia Católica Online | Postado em: Igreja

VATICANO, 07 Dez. 06 (ACI) .- O Secretário de Estado do Vaticano, Cardeal Tarcisio Bertone, ressaltou que a Igreja “descobre e compreende sempre melhor” sua “identidade de mãe, discípula e mestra” na Virgem Maria. O Cardeal fez esta afirmação em uma mensagem dirigida em nome do Papa Bento XVI ao Presidente do Pontifício Conselho para a Cultura, Cardeal Paul Poupard, e aos participantes da XI Audiência Pública das Pontifícias Academias.

No texto, publicado nas vésperas da Solenidade da Imaculada Conceição, o Cardeal destacou que o tema deste evento “A Imaculada, Mãe de todos os homens, ícone da beleza e da caridade divina“, quer “ressaltar a singular participação da Imaculada Virgem Maria, Mãe de Deus e Mãe de todos os homens, no mistério de Deus, mistério excelso de beleza e caridade”.

“Deus, Uno e Trino, que difunde sua beleza e sua caridade no mundo criado por Ele, comunica, de modo particular, suas qualidades às criaturas humanas por meio do perfeitíssimo Mediador, seu Filho Jesus Cristo, modelando-as e santificando-as com a potência do Espírito Santo, para que sejam santas e imaculadas a sua imagem na caridade. (cfr Ef 1,4)”, prosseguiu o Secretário de Estado.

Depois de recordar que o objetivo da Pontifícias Academias é “promover e sustentar, na Igreja e no mundo da cultura e das artes, um renovado e generoso projeto de humanismo cristão“, o Cardeal Bertone destacou que “Maria de Nazaré exulta entre todas as criaturas como espelho resplandecente da beleza divina porque, tendo sido preservada do pecado original e cheia de graça, é de tal modo animada e persuadida pela caridade do Espírito Santo, que se converte no protótipo de pessoa humana que, da maneira mais plena e sem alguma reserva, acolhe o Filho de Deus na hora trágica de sua paixão e na hora da ressurreição”.

“Mantendo-se profundamente unida a Cristo crucificado e ressuscitado, Maria se revela como Mãe de toda a humanidade, em particular dos discípulos do Filho”, acrescentou.

Depois de recordar as palavras do Papa Bento XVI em sua encíclica Deus caritas est, nas que recorda que “sob a cruz do Filho, ‘Maria se converteu efetivamente em Mãe de todos os crentes” e que a ela se “dirigem os homens de todos os tempos e de todas as partes do mundo em suas necessidades e esperanças”, o Cardeal expressou que

“a Igreja, que à imitação da Virgem Maria é chamada a acolher ao Filho de Deus na História e nas vicissitudes de cada povo e cultura, contemplando a singular e luminosa figura de Maria, descobre e compreende sempre melhor sua identidade de mãe, discípula e mestra”.

“Esta solene audiência pública, que tem como protagonistas a Pontifícia Academia da Imaculada e a Pontifícia Academia Mariana Internacional, é ocasião propícia para que o Sumo Pontífice anime calorosamente a todos os cultores da Mariologia, para que se empenhem sempre mais e intensifiquem sua atividade no âmbito dos centros de estudo no campo das publicações científicas, prestando particular atenção a uma metodologia respeitosa da interação fecunda entre a via veritatis e a via pulchritudinis, que se compendiam na via caritatis”, prosseguiu a mensagem.

“O Santo Padre –continuou– outorga nesta solene Audiência Pública o Prêmio das Pontifícias Academias à Seção Africana para os Congressos Mariológicos, relacionada à Pontifícia Academia Mariana Internacional, e criada no marco do Congresso Mariológico Mariano Internacional de 2000. Formada por jovens estudiosos e docentes da Mariologia de vários países africanos, distingue-se por suas significativas iniciativas de estudo, que procuram contextualizar nas culturas africanas a reflexão mariológica“.

Do mesmo modo, fez explícito do pedido do Pontífice de “oferecer a Medalha do Pontificado ao estudioso Pe. Fidel Stockl, ORC., oriundo das Filipinas, pela obra ‘Maria, Modelo e Mãe de vida consagrada’. Uma síntese Mariana de teologia da vida consagrada apoiada nos ensinamentos de João Paulo II“.

“Em conclusão, manifesto a todos os acadêmicos e especialmente aos membros da Pontifícia Academia da Imaculada e da Pontifícia Academia Mariana Internacional, a viva satisfação de Sua Santidade pela atividade desenvolvida, com o auspício de um generoso empenho por promover ‘verbo et opere’ (palavra e ação), em seus respectivos âmbitos de vida e estudo, um autêntico humanismo cristão“, disse o Cardeal Bertone.

Finalmente, o Secretário de Estado do Vaticano disse que “o Santo Padre confia a sua eminência, aos membros das Pontifícias Academias e aos participantes da Audiência Pública à materna proteção da Virgem Maria, Mãe de Cristo e Mãe da Igreja, e reparte de coração a todos uma especial Bênção Apostólica”.


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Bento XVI: «Deus não fracassa»

dez 7, 2006 Autor: Bíblia Católica Online | Postado em: Santa Sé

Homilia aos bispos suíços de 7 de novembro

CIDADE DO VATICANO, quinta-feira, 7 de dezembro de 2006 (ZENIT.org).- Publicamos a homilia que Bento XVI pronunciou no dia 7 de novembro ao começar o encontro com os bispos da Suíça.

* * *

Os textos escutados a Leitura, o Salmo responsorial e o Evangelho têm um tema comum que poderia ser resumido na frase: Deus não falha. Ou mais exactamente: no início Deus falha sempre, deixa existir a liberdade do homem, e esta diz continuamente “não”. Mas a fantasia de Deus, a força criadora do seu amor é maior do que o “não” humano. Com cada “não” humano é acrescentada uma nova dimensão do seu amor, e Ele encontra um caminho novo, maior, para realizar o seu sim ao homem, à sua história e à criação. No grande hino a Cristo da Carta aos Filipenses com o qual iniciámos, ouvimos antes de tudo uma alusão à história de Adão, o qual não estava satisfeito com a amizade de Deus; era demasiado pouco para ele, pretendendo ele mesmo ser um deus. Considerou a amizade uma dependência e considera-se um deus, como se ele pudesse existir por si só. Por isso, disse “não” para se tornar ele mesmo um deus, e precisamente desta forma se deixou cair da sua altura. Deus “falha” em Adão e assim aparentemente ao longo de toda a história. Mas Deus não falha, porque agora ele mesmo se torna homem e recomeça assim uma nova humanidade; enraíza o ser homem de modo irrevogável e desce aos abismos mais profundos do ser homem; abaixa-se até à cruz. Vence a soberba com a humildade e com a obediência da cruz.

E assim acontece agora o que Isaías, cap. 45, tinha profetizado. Na época em que Israel estava no exílio e tinha desaparecido do mapa, o profeta tinha dito que o mundo inteiro “todos os joelhos” se teriam dobrado diante deste Deus impotente. E a Carta aos Filipenses o confirma: agora isto aconteceu. Por meio da cruz de Cristo, Deus aproximou-se das nações, saiu de Israel e tornou-se o Deus do mundo. E agora o mundo dobra os joelhos diante de Jesus Cristo, o que também nós podemos experimentar hoje de maneira maravilhosa: em todos os continentes, até às cabanas mais humildes, o Crucificado está presente. O Deus que tinha “falhado”, agora, através do seu amor, leva deveras o homem a dobrar os joelhos, e assim vence o mundo com o seu amor. (more…)


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Muçulmanos elogiam papa por rezar virado para Meca

dez 1, 2006 Autor: Bíblia Católica Online | Postado em: Igreja

Por Philip Pullella e Tom Heneghan

ISTAMBUL (Reuters) - O papa concluiu na sexta-feira sua conciliadora viagem à Turquia recebendo elogios da imprensa local por ter visitado a Mesquita Azul, de Istambul, e rezado voltado para Meca “como os muçulmanos”.

O papa, que há dois meses provocou protestos em todo o mundo islâmico por causa de um discurso aparentemente crítico à religião, parecia relaxado e contente ao entrar na catedral do Espírito Santo para uma missa, ao final da delicada visita de quatro dias.

Sua primeira visita como papa a um país de maioria islâmica, sob forte esquema de segurança, foi marcada por uma série de gestos conciliatórios, que culminaram na tarde de quinta-feira com a ida à famosa Mesquita Azul.

“A temida visita do papa foi concluída com uma maravilhosa surpresa”, disse o jornal Askam em sua capa.

“Na mesquita Sultão Ahmet [nome oficial da Mesquita Azul], ele se voltou para Meca e rezou como os muçulmanos”, descreveu o popular diário Hurriyet.

Durante a visita, o papa também manifestou apoio à adesão turca à União Européia e elogiou o caráter pacífico do Islã. Aparentemente, esses gestos eliminaram o mal-estar decorrente do discurso de setembro, em que ele citava um imperador bizantino para o qual o Islã era uma religião violenta e irracional.

Mas, no mundo árabe, vários comentaristas continuam pedindo que Bento 16 peça desculpas pelo discurso. Surpreso pelos protestos provocados, o papa disse não concordar com a frase mencionada no discurso, mas não se desculpou.

Autoridades católicas também descreveram como um momento importante de reconciliação a visita do papa à mesquita, onde ele ficou de pé, orando silenciosamente, enquanto o grão-mufti de Istambul, Mustafa Cagrici, rezava em voz alta.

“Eu compararia a visita do papa à mesquita com os gestos do papa João Paulo 2 no Muro das Lamentações”, disse o influente cardeal Roger Etchegaray, referindo-se às orações do falecido pontífice em Jerusalém, em 2000. “Ontem, Bento 16 fez com os muçulmanos o que João Paulo 2 fez com os judeus”.

A visita, que começou em Ancara e incluiu uma parada na cidade antiga de Éfeso, revelou um lado diplomático do papa, de quem se espera uma posição mais dura em relação ao Islã do que a demonstrada por João Paulo 2.

Bento 16 cobrou mais liberdade religiosa na Turquia e, por extensão, no resto do mundo islâmico, mas sem o tom de confronto que muitos na Igreja previam após sua eleição, em abril de 2005.

Os protestos contra a visita dele foram poucos e localizados.

Antes da missa, Bento 16 soltou pombas representando a paz no jardim diante da catedral católica de Istambul. Ele também abençoou uma estátua do papa João 23 (1958-63).

Antes de se tornar o papa João 23, o arcebispo Angelo Roncalli foi diplomata do Vaticano em Istambul, entre 1935 e 1944, e se tornou uma figura popular na cidade. A rua onde ficava seu gabinete agora se chama rua Papa Roncalli.

Durante a Segunda Guerra Mundial, ele usou sua base em Istambul para ajudar quase 24 mil judeus a fugirem do Holocausto na Hungria, na Romênia e na Bulgária, então ocupadas pelo nazismo. Para isso, o cardeal muitas vezes expedia falsas certidões de batismo.

Entre os participantes da missa de sexta-feira estava o patriarca ecumênico de Istambul, Bartolomeu, líder espiritual dos 250 milhões de cristãos ortodoxos do mundo. Na véspera, ele e o papa assinaram uma declaração comprometendo-se a trabalhar pela reunificação das igrejas, divididas pelo Grande Cisma de 1054.


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