Notícias e novidades da Igreja Católica no mundo

Arquivo de setembro, 2006


Vaticanista adverte que “guerra islâmica contra o Papa é irracional”

set 21, 2006 Autor: Bíblia Católica Online | Postado em: Igreja

VATICANO, 19 Set. 06 (ACI) .- O vaticanista italiano Sandro Magister afirmou que as reações violentas dos muçulmanos contra o discurso do Papa Bento XVI do dia 12 de setembro na Universidade de Ratisbona representam uma “guerra irracional“. Em sua coluna semanal do semanário italiano L’Espresso, Magister afirma que o Papa “ofereceu como terreno para o diálogo entre cristãos e muçulmanos ‘atuar em concordância com a razão’. Entretanto, o mundo islâmico o atacou, distorcendo seu pensamento, confirmando assim que o rechaço à razão traz junto com ele intolerância e violência“.

O especialista em assuntos vaticanos afirma que “menos diplomacia e mais Evangelho” parece ser o curso que “Joseph Ratzinger está estabelecendo para o governo central da Igreja“. “Inclusive ter escolhido o arcebispo Mamberti, nascido em Marrakesh (Marrocos) e de nacionalidade francesa” e com ampla experiência diplomática em vários países islâmicos, como Secretário para as Relações com os Estados, deixa claro que o que o Papa teve em mente foi ter a alguém familiarizado com o mundo muçulmano e com os assuntos sobre fé e civilização”.

“E foi este mesmo critério: menos diplomacia e mais Evangelho, o que fez que o Papa, durante sua visita à Alemanha, dissesse o que foi considerado tão politicamente incorreto”, acrescentou o vaticanista.

Segundo Magíster, qualquer um que conheça algo da arte da diplomacia teria “qualificado de inoportunos e perigosos” muitas passagens das homilias e discursos de Bento XVI, porque “este não é um Papa que se submeta a tal censura ou que se auto-censure” mas sim diz o que deve quando isto é “pilar para sua pregação”.

“Seu objetivo na viagem à Alemanha foi iluminar o homem moderno -cristão, gnóstico, de outra fé, europeu, africano ou asiático- dizer-lhe que a simples e suprema verdade além de que Deus é Amor, a que o Papa lhe dedicou sua encíclica Deus Caritas est, é que Deus é também razão, Ele é o ‘logos’”; acrescentou Magister.

“E quando a razão se separa de Deus, fecha-se sobre si mesma. E assim, a fé em um Deusirracional‘, uma vontade absoluta, sem limites, pode se converter na semente da violência. Toda religião, cultura e civilização está exposta a este maior engano: não só o Islã mas também o Cristianismo, ao que o Papa dedicou todo seu discurso”, manifestou o vaticanista.

“Dois dias antes de seu discurso na Universidade de Ratisbona -prosseguiu- contra o que autoridades de governos muçulmanos e líderes de opinião elevaram seus protestos, Bento XVI tinha exposto a verdade em sua homilia da Missa em Munique, com algumas conotações que o fizeram passar como pró-islâmico, segundo alguns comentários da mídia”, assegurou o vaticanista.

“Mas em seguida veio o discurso de Ratisbona, e a interpretação feita por muitos muçulmanos” de muitos meios e de muitas formas “com um exagero e propagação semelhantes ao que se viu faz alguns meses contra umas charges ofensivas, foi diametralmente oposta. A acusação se estendeu a partir de uma tremenda distorção do exposto pelo Bento XVI, e se apartou precisamente do exercício da razão invocado pelo Papa como o terreno adequado para o verdadeiro diálogo entre as religiões e civilizações”, continuou o especialista.

Diante desta posição do Papa, segundo Magister, era correta a posição adotada pelo Arcebispo Mamberti e o Secretário de Estado, Cardeal Tarcisio Bertone, de apoiar o Papa e sugerir uma “direta e completa leitura do discurso de 12 de setembro. “Inclusive no Ângelus de 17 de setembro, o próprio Pontífice expressou sua pena pelas reações dos muçulmanos a seu discurso na Universidade de Ratisbona”, indicou Magister.

Leia a coluna completa de Magister (em inglês) em http://www.chiesa.espressonline.it/dettaglio.jsp?id=84185&eng=y


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Católicos devem eleger candidatos empenhados em defender a vida, afirma bispo

set 21, 2006 Autor: Bíblia Católica Online | Postado em: Igreja

Dom Rafael Llano Cifuentes, bispo de Nova Friburgo (Brasil)

BRASÍLIA, quarta-feira, 20 de setembro de 2006 (ZENIT.org).- Os eleitores católicos devem eleger candidatos que «hão de estar comprometidos a se empenharem, com determinação, a defender a vida humana desde a sua concepção até a sua morte natural», afirma um bispo.

«De acordo com a nossa consciência cristã, este é um critério determinante para uma indicação acertada», enfatiza Dom Rafael Llano Cifuentes, presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil).

O bispo escreveu uma carta aos bispos do Brasil no contexto das eleições para governadores, deputados, senadores e presidente da república que acontecerá no país no próximo mês de outubro. O texto foi divulgado esta quarta-feira pela CNBB.

Segundo Dom Rafael Cifuentes, «na iminência das eleições faz-se necessário a nossa importante atuação como pastores do povo de Deus a nós confiados», no sentido de «continuar formando a consciência de nossos fiéis, a fim de que escolham, através de um voto convicto, os melhores candidatos».

O bispo afirma que a sociedade tem acompanhado «os diversos ataques que a vida humana vem sofrendo em nossos dias, manifestados de maneira clara pelo interesse de grupos internos e externos que procuram de todas as formas conseguir a descriminalização do aborto no Brasil».

«É nesse sentido que precisaríamos orientar, de forma convincente, aos eleitores que estão sob a nossa responsabilidade e que esperam de nós, pastores, uma posição clara e segura para nortear a melhor escolha no dia da eleição», explica.

Segundo Dom Rafael Cifuentes, «aqueles que desejamos eleger hão de estar comprometidos a se empenharem, com determinação, a defender a vida humana desde a sua concepção até a sua morte natural».


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Direito judeu, direito da Igreja Católica e direito israelense

set 21, 2006 Autor: Bíblia Católica Online | Postado em: Mundo

Congresso Internacional em Jerusalém

ROMA, terça-feira, 19 de setembro de 2006 (ZENIT.org).- De 17 a 18 de outubro se celebrará em Jerusalém um inédito Congresso internacional de estudos sobre «Direito judeu, direito da Igreja Católica e direito israelense».

O objetivo, segundo seus organizadores, consiste em «favorecer o intercâmbio cultural das experiências jurídicas judaicas, da Igreja Católica e dos israelenses, com o fim de promover o mútuo conhecimento e o desenvolvimento das relativas relações acadêmicas».

Entre outros objetivos, o Congresso, que reunirá em torno da mesma mesa especialistas no direito judeu, juristas israelenses e canonistas, «propõe-se também fazer emergir, a partir da comum raiz judaico-cristã, os elementos de atualidade nas respostas próprias dos ordenamentos jurídicos de matiz religioso, levando em conta os desafios da justiça no século XXI».

O fio condutor das duas jornadas de estudo será em especial o artigo 7 do Acordo Fundamental entre a Santa Sé e o Estado de Israel, firmado em 30 de dezembro de 1993, que diz assim: «A Santa Sé e o Estado de Israel reconhecem ter um interesse comum em promover e animar os intercâmbios culturais entre os institutos católicos em todo o mundo e os institutos de formação, de cultura e de investigação em Israel…».

Os trabalhos começarão em 17 de outubro na sede do Centro Notre Dame de Jerusalém e serão inaugurados pelo presidente do comitê diretivo, o professor Joaquim Llobell, da Universidade pontifícia da Santa Cruz de Roma.

Seguirá uma confrontação recíproca sobre «As fontes do Direito» nos três distintos ordenamentos (judeu, israelense e católico) e em especial o «Direito de Família» em suas implicações «paterno-filiais» e «matrimoniais».

No dia seguinte, na sede da Universidade Hebraica de Jerusalém, se refletirá, por outro lado, sobre questões relativas à relação «Religião e Estado», centrando a atenção nas «propostas do direito internacional e nos ordenamentos judaicos e católicos», tentando traçar uma confrontação com as propostas de matiz europeu.

Entre os palestrantes procedentes do Oriente Médio, destacam-se: o professor Henina Bem-Menache, da Universidade Hebraica de Jerusalém; o professor Yoram Shachar, do Centro Interdisciplinar Herzliya; o doutor Yechiel Kaplan, da Universidade de Haifa e a doutora Ruth Talperin-Kadari, da Universidade Bar-Ilan.

Da Europa intervirão o professor Robert Gahl, da Universidade Pontifícia da Santa Cruz de Roma; o professor Gaetano Lo Castro, da Universidade La Sapienza de Roma; o professor Sandro Gherro, da Universidade de Pádua; a professora Isabel Trujillo, da Universidade de Palermo; o professor David M. Jaeger, da Universidade Pontifícia Antonianum; o reitor magnífico da Universidade LUMSA (Roma), professor Giuseppe della Torre; o professor Javier Martinez-Torrón, da Universidade Complutense de Madri; o professor Szabolcs Szuromi, da Universidade de Budapeste e o professor Robert Ombres, da Universidade Pontifícia Santo Tomás de Aquino.

Promovem este encontro de confronto e estudo, o primeiro em sua sala, os reitores magníficos da Universidade Pontifícia da Santa Cruz, da LUMSA, da Universidade Católica Pázmány Peter, de Budapeste, e o decano da Faculdade de Jurisprudência da Universidade Hebraica de Jerusalém.

[A inscrição é gratuita e se pode realizar até o dia 25 de setembro. Pode-se pedir mais informação à secretaria do congresso: convjeerusalem@pusc.it]


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Papa reitera que palavras de Manuel II não expressam sua convicção pessoal

set 21, 2006 Autor: Bíblia Católica Online | Postado em: Santa Sé

VATICANO, 20 Set. 06 (ACI) .- Durante a Audiência Geral desta quarta-feira na Praça de São Pedro, o Papa Bento XVI lembrou sua viagem à Alemanha e reiterou que em nenhum momento quis fazer suas as palavras pronunciadas pelo imperador medieval Manuel II Paleólogo que citou em seu discurso na Universidade de Ratisbona ao não expressar sua convicção pessoal. Diante dos mais de 40 mil fiéis que se congregaram no recinto vaticano, o Santo Padre se referiu a sua conferência pronunciada no dia 12 de setembro no recinto acadêmico e em que abordou o tema da relação entre fé e razão

A respeito, o Pontífice explicou que “para que o auditório compreendesse o caráter dramático e atual do argumento, citei algumas palavras de um diálogo cristão-islâmico do século XIV, onde o interlocutor cristão, o imperador bizantino Manuel II Paleólogo, de forma incompreensivelmente brusca para nós, apresentava ao interlocutor islâmico o problema da relação entre religião e violência”.

“Infelizmente, esta citação pôde dar pé a um mal-entendido. Para o leitor atento de meu texto, está claro que não queria em nenhum momento fazer minhas as palavras negativas pronunciadas pelo imperador medieval neste diálogo e que seu conteúdo polêmico não expressa minha convicção pessoal“, disse o Pontífice.

“Minha intenção -continuou- era muito diversa: partindo do que Manuel II afirma depois de forma muito positiva, com palavras muito belas, a respeito da racionalidade na transmissão da fé, queria explicar que a religião não anda unida à violência, mas à razão“.

Reiterando que o tema de sua conferência foi a relação entre a fé e a razão, acrescentou que “queria convidar ao diálogo da fé cristã com o mundo moderno e ao diálogo de todas as culturas e religiões”.

Deste modo manifestou seu desejo de que “nas diversas ocasiões de sua vista tenha sido claro meu profundo respeito pelas grandes religiões e, em particular, pelos muçulmanos, que ‘adoram ao único Deus’”.

Confio então em que, depois das reações do primeiro momento, minhas palavras na Universidade de Ratisbona possam constituir um impulso e um alento a um diálogo positivo, também autocrítico, tanto entre as religiões como entre a razão moderna e a fé dos cristãos”.

Não só Ratisbona, também Munique

Depois de sua intervenção, foi lida em diversos idiomas uma síntese da catequese em que o Santo Padre indicou que seu verdadeiro pensamento “desprende-se claramente também de outras passagens” de sua visita à Bavária.

Meu verdadeiro pensamento se desprende claramente também de outras passagens, como quando em Munique, com grande respeito pelas grandes religiões do mundo, também pelos muçulmanos -que “adoram um único Deus”-, sublinhei a importância de respeitar o sagrado e a importância do diálogo inter-religioso e a colaboração comum em favor do bem comum, a justiça social e os valores morais”, concluiu.


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Santa Sede rechaça “supostas” ofensas do Bento XVI ao Islã

set 17, 2006 Autor: Bíblia Católica Online | Postado em: Igreja, Santa Sé

VATICANO, 15 Set. 06 (ACI) .- O Diretor do Escritório de Imprensa da Santa Sé, Pe. Federico Lombardi, realizou ontem uma declaração a propósito da interpretação e reações de alguns representantes muçulmanos sobre o discurso do Papa Bento XVI na Universidade de Ratisbonne, assegurando que seu interesse era rejeitar clara e radicalmente a motivação religiosa da violência e não ofender a sensibilidade dos crentes islâmicos. Sobre o discurso do Santo Padre pronunciado o passado 12 de setembro durante sua recente viagem a Bavária, o porta-voz da Santa Sé, assinalou que “é oportuno notar que –como se desprende de uma atenta leitura do texto– o que interessa ao Santo Padre é um rechaço claro e radical da motivação religiosa da violência“.

“Certamente, não era intenção do Santo Padre levar a cabo um estudo profundo sobre a jihad e sobre o pensamento muçulmano nesse sentido, e tão menos ofender a sensibilidade dos crentes muçulmanos“, prosseguiu.

Mais adiante, o porta-voz vaticano explicou que, pelo contrário, “nos discursos do Santo Padre aparece com claridade a advertência, dirigida à cultura ocidental, de que se evite ‘o desprezo de Deus e o cinismo que considera a zombaria do sagrado um direito da liberdade’, a justa consideração da dimensão religiosa é efetivamente uma premissa essencial para um diálogo frutuoso com as grandes culturas e religiões do mundo”.

“Assim, nas conclusões do discurso na Universidade da Ratisbonnea, Bento XVI afirmou: ‘As culturas profundamente religiosas do mundo vêem na exclusão do divino da universalidade da razão um ataque a suas convicções mais arraigadas. Uma razão que frente ao divino é surda e relega a religião ao âmbito de uma cultura de segundo grau é incapaz de inserir-se no diálogo das culturas’”.

Como conclusão, o Pe. Lombardi destacou que “fica clara a vontade do Santo Padre de cultivar uma atitude de respeito e diálogo para as outras religiões e culturas, evidentemente também para o Islã“.

Em uma anterior oportunidade, o mesmo dia do discurso do Santo Padre, o porta-voz tinha declarado que Bento XVI “só quis pôr um exemplo” e que em nenhum momento quis dar a interpretação “de que o Islã é violento, embora dentro dele haja posições que o são”.

Alemanha, Turquia, França

Contra a violência, não contra a fé

Em seu discurso, Bento XVI ressaltou as contradições entre o Islã moderado e o fanático e advertiu que as “culturas profundamente religiosas” vêem na exclusão de Deus cada vez mais assentada no Ocidente como “um ataque” a suas convicções mais íntimas. Diante de essa situação, o Papa ressaltou a necessidade e urgência de um “verdadeiro” diálogo entre culturas e entre religiões para reencontrar o equilíbrio entre a fé e a razão.

Citando alguns escritores para refletir sobre fé e razão nas diferentes religiões e a difusão de fé, o Papa ressaltou algumas contradições do Islã. Ao recordar o diálogo entre o imperador bizantino Manuel II Paleólogo (1391) com um persa o Santo Padre ressaltou que o mandatário dizia a seu interlocutor que na Maomé só se viam “coisas más e desumanas, como sua ordem de difundir usando a espada a fé que ele pregava”, enquanto que o Corão proclama “nenhuma obrigação nas coisas da fé”.

Recordando as palavras do imperador, o Papa assinalou que a violência está em contraposição com a natureza de Deus e a natureza da alma.

“Deus não sente prazer com o sangue, atuar contra a razão é contrário à natureza de Deus. A fé é fruto da alma e não do corpo. Quem quer levar a algum à fé precisa falar bem e raciocinar corretamente e não usar a violência e à ameaça“, afirmou o Pontífice recordando as palavras do imperador.


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Desafio da Igreja frente ao jovem pós-moderno, segundo cardeal Murphy-O’Connor

set 15, 2006 Autor: Bíblia Católica Online | Postado em: Mundo

MELBOURNE, quinta-feira, 14 de setembro de 2006 (ZENIT.org).- O perfil da sociedade pós-moderna está impulsionando os jovens a uma busca, que representa o desafio de toda a igreja de acompanhá-los em seu itinerário, adverte o presidente do episcopado católico da Inglaterra e Gales.

O cardeal Cormac Murphy-O’Connor teve a oportunidade de refletir sobre a situação dos jovens em tal meio social durante a conferência que pronunciou, no final de agosto, em sua visita às três maiores dioceses australianas: Sydney, Melbourne e Brisbane.

«Tempo de crise» e «temporada alta» para todo tipo de futurologias, onde «tudo é possível, mas nada é certo»: é assim como se está vendo o novo milênio, disse o purpurado — arcebispo de Westminster.

«Na era pós-moderna, quase tudo se revolve e os perfis da sociedade — em outro tempo claros — se confundiram»; «nosso mundo contemporâneo cada vez está mais dominado pela escolha, pela preferência pessoal e pela imediatez», um contexto no qual até a religião «torna-se “a la carte”», constatou.

É um âmbito — seguindo ao cardeal Murphy O’Connor — no qual «a verdade já não se recebe, não precisa ser provada objetivamente porque não existe nada objetivo».

O purpurado se interrogou sobre situação dos jovens neste mundo pós-moderno, no qual, contudo, para muitos jovens ocidentais a vida pode ser bastante boa. Mas «a imagem e as perspectivas não são uniformemente positivas para a juventude», alertou.

E existe uma «crescente brecha entre ricos e pobres», e a tendência a uma «aspiração generalizada por mais e melhor», sendo esta «atiçada» pela cultura publicitária — «orientada deliberadamente aos consumidores mais jovens» — que o purpurado sintetizou na frase: «se você quer, você pode ter».

Em conjunto, são elementos que conduzem à «individualização da sociedade», e a «maior ameaça que brota do individualismo é que, em última instância, ameaça a coesão social, a família e a comunidade», apontou.

Um aspecto de extrema importância, portanto — afirmou — «nosso sentido de comunhão, de comunidade, é a parte fundamental de nosso ser humano», pois «ser humano significa estar em relação», enquanto a «concentração de indivíduos na sociedade contemporânea trouxe, ao passar, mais isolamento pessoal e solidão».

Fazendo uma leitura da atualidade, o purpurado percebe que há «muitos jovens que são parte de uma comunidade que está em busca, e que essa busca é um desafio para toda a Igreja para acompanhá-los» em seu caminho.

Em particular, os jovens empreendem tal itinerário em três frentes: «em primeiro lugar, estão buscando a Deus, mas não sempre sabem onde ir», reconheceu o cardeal Murphy O’Connor.

«Em segundo lugar, estão buscando pertencer, buscam Comunidade», insistiu.

Em terceiro lugar — seguiu — «buscam o Pobre, e como podemos chegar àqueles em maior necessidade».

Na sociedade pós-moderna — como apontava o purpurado ao início — existe desolação em «muitas pessoas», mas isso é «o começo de nossa busca de Deus».

«Suspeito que nossa sociedade pós-moderna está nos conduzindo de volta a Deus», concluiu.


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«Quem crê nunca está só»: Homilia do Papa na multitudinária missa de Ratisbona

set 15, 2006 Autor: Bíblia Católica Online | Postado em: Igreja

RATISBONA, quarta-feira, 13 de setembro de 2006 (ZENIT.org).- Publicamos a homilia que Bento XVI pronunciou nesta terça-feira, durante a santa missa que presidiu ante mais de 250.000 pessoas na explanada do Islinger Feld de Ratisbona.

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Queridos irmãos e irmãs!

«Quem crê nunca está só» é o lema destes dias. Nós o vemos aqui realizado. A fé nos reúne e nos doa uma festa. Nos doa o gozo em Deus, o gozo pela criação e por estar juntos. Sei que esta festa exigiu muita fadiga e muito trabalho prévio. Através das notícias dos jornais, pude perceber um pouco de quantas pessoas comprometeram seu tempo e suas forças para preparar esta explanada de forma tão digna; graças a eles, a Cruz está sobre a colina como sinal de Deus para a paz do mundo; os caminhos de acesso e de saída estão livres; a segurança e a ordem estão garantidas; prepararam-se alojamentos etc. Não podia imaginar — de fato, agora sei só sucintamente — quanto trabalho, até os mínimos detalhes, foi necessário para que possamos reunir-nos. Por tudo isso, só posso dizer: «Obrigado de coração!». Que o Senhor vos recompense e que o gozo que agora podemos experimentar graças à vossa preparação, seja devolvido multiplicado por cem a cada um de vós. Eu me comovi quando escutei todas as pessoas, em particular das escolas profissionais de Leiden e Amberg, assim como companhias e pessoas, homens e mulheres, colaboraram para embelezar minha casa e meu jardim. Estou um tanto desconcertado ante tanta bondade, e posso neste caso também dizer somente um humilde «obrigado!» por este esforço. Não fizestes tudo isto somente por um homem, por minha pobre pessoa; vós o fizestes na solidariedade da fé, deixando-vos guiar pelo amor ao Senhor e à Igreja. Tudo isto é um sinal de verdadeira humanidade, que nasce de ter sido tocados por Jesus Cristo.

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