Notícias e novidades da Igreja Católica no mundo

Arquivo de julho, 2006


VALÊNCIA, terça-feira, 4 de julho de 2006 (ZENIT.org).- Uma equipe de psicólogos especialistas em intervenções em catástrofes, pertencentes à Universidade Católica de Valência «São Vicente Mártir» (UCV) e à «Associação Viktor E. Frankl», criada em Valência para o apoio emocional ante a morte, iniciou a atenção às vítimas do acidente registrado ontem no metrô de Valência, no qual morreram 41 pessoas.

Segundo explicou à agência AVAN um dos psicólogos da equipe, Francisco Gallego, coordenador da Clínica Universitária de Psicologia da UCV, que trata casos de terapia na dor, «os familiares e amigos das pessoas falecidas precisam de uma presença serena e sensata que os ajude a sentir-se apoiados nestes momentos tão intensos, nos quais só compartilhando-o se pode suportar a dor».

O apoio deve permitir às vítimas «esvaziar e expressar todas suas emoções e que não se sintam sós em nenhum momento», segundo Gallego que advertiu que «mais que receber conselhos, os afetados devem sentir-se escutados». Desta forma, «se deve controlar que os familiares e alegados afetados não descuidem suas necessidades básicas como se alimentar e beber água, e ajudá-los em suas tarefas domésticas fundamentais, como o cuidado dos filhos».

De igual forma, a psiquiatra Marisa Cirbán, da Associação «Viktor E. Frankl», assegurou que depois das atuações das autoridades ante a catástrofe, «é necessário o apoio psicológico após o choque emocional». Para isso, a especialista recomenda «buscar a ajuda de um profissional, transcorridas as quatro primeiras semanas após a catástrofe».

A Clínica Universitária de Psicologia da UCV, composta por 19 psicólogos, engloba uma unidade de dor, especializada em «apoio a pessoas que perderam seus entes queridos de forma repentina», segundo Gallego.

Atualmente, tanto a «Associação Viktor E. Frankl» como a clínica universitária da UCV se encontram colaborando junto aos serviços de proteção civil, no apoio aos familiares das vítimas, assim como no apoio «às pessoas não falecidas no acidente, mas que por ter visto a morte tão de perto, sofrem sintomas de estresse pós-traumático».

Nestes momentos, os profissionais da clínica universitária da UCV trabalham apoiando os familiares e achegados de um dos alunos da Universidade Católica de Valência, falecido ontem no acidente.

Tanto a «Associação Viktor E. Frankl» como a clínica universitária da UCV colocaram-se à disposição de todos os afetados que oferecem em suas sedes construídas, respectivamente, na rua Dom Juan de Áustria, 34, e no campus de Valencia-Santa Úrsula, na rua Guillem de Castro, 94. Desta forma, habilitaram os telefones (+34) 96 3 51 01 13 e 96 363 74 12.


Tags: , , , , , , , , , , , , , , ,

Papa canonizará quatro novos santos no dia 15 de outubro

jul 4, 2006 Autor: Bíblia Católica Online | Postado em: Igreja

CIDADE DO VATICANO, domingo, 2 de julho de 2006 (ZENIT.org).- No domingo 15 de outubro, Bento XVI canonizará quatro novos santos.

A decisão foi tomada no consistório ordinário público para a canonização de beatos que Bento XVI presidiu neste sábado, na Sala do Consistório, no Palácio Apostólico do Vaticano.

Os quatro novos santos serão os beatos:

–Rafael Guízar Valencia, bispo mexicano de Veracruz (1878-1938), que se converterá no primeiro bispo santo nascido na América Latina.

–Filippo Smaldone (1848-1923), sacerdote de Nápoles, fundador da congregação das Religiosas Salesianas dos Sagrados Corações.

–Rosa Venerini (1656-1728), originária de Vieterbo (Itália), fundadora da Congregação dedicada à educação das Mestras Pias Venerini.

–Theodore Guérin (Anne-Thérèse), religiosa francesa (1798-1856), que fundou nos Estados Unidos, país no qual faleceu, a congregação das Religiosas da Providência de Saint Mary of the Woods.


Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

Convenção de Católicos da Ásia-Pacífico nos Estados Unidos discute imigração

jul 3, 2006 Autor: Bíblia Católica Online | Postado em: Igreja

WASHINGTON, domingo, 2 de julho de 2006 (ZENIT.org-El Observador).- Pela primeira vez na história, leva-se a cabo até a segunda-feira 3 de julho uma Convenção Nacional dos Católicos da Ásia-Pacífico nos Estados Unidos.

Sob o título de «Harmonia na Fé», a reunião será celebrada na cidade de Alexandria, Estado de Virginia, e reúne pastores, religiosos e líderes leigos, assim como trabalhadores sociais, diretores diocesanos e educadores dos Estados Unidos descendentes ou com vínculos com os países da Ásia e do Pacífico.

O encontro multicultural e multiétnico inclui celebrações litúrgicas com elementos próprios das culturas asiáticas e do Pacífico, assim como uma intensa discussão sobre a relação entre os Estados Unidos e Ásia-Pacífico, em particular, sobre a reforma migratória e o tráfico de seres humanos.

A convocatória correu a cargo da Organização Nacional de Católicos da Ásia-Pacífico, em vinculação com a Conferência dos Bispos Católicos dos Estados Unidos, através do Escritório de Serviço aos Migrantes e Refugiados, que é parte da Pastoral para a Cidade dos Migrantes e Refugiados dos bispos americanos.

O bispo auxiliar de Orange, Dom Dominic M. Luong, o primeiro bispo vietnamita-americano, disse que se trata de uma «reunião histórica que oferece a oportunidade de enriquecimento à Igreja e aos católicos de afirmar e estreitar laços e celebrar os dons da comunidade da Ásia-Pacífico, assim como de construir as direções futuras do ministério com os católicos da região», residentes nos Estados Unidos.

Durante o encontro se celebram liturgias em indonésio, japonês, tongano, coreano, chinês, paquistanês, hindu, vietnamita e cambojano.


Tags: , , , , , , , , , , , , , , , ,

«O valor de uma pessoa não depende dos outros»

jul 3, 2006 Autor: Bíblia Católica Online | Postado em: Outros

Entrevista com a teóloga Jutta Burggraf

PAMPLONA, domingo, 2 de julho de 2006 (ZENIT.org).- A teóloga alemã Jutta Burggraf recorda que o valor de cada pessoa não depende da aceitação ou rejeição dos demais. Ela o explica em seu novo livro, «Liberdade vivida com a força da fé», editado em Madri por Edições Rialp.

Jutta Burggraf é professora de teologia dogmática na Faculdade de Teologia da Universidade de Navarra e escreveu sobre o feminismo, ecumenismo e Santa Teresa d?Ávila.

–Seu livro se titula «Liberdade vivida». Há liberdades não vividas?

–Burggraf: Todos nós, homens, nascemos como originais, mas às vezes nos limitamos a ser nada mais que umas cópias iguais. Então, não correspondemos ao chamado pessoal e único que recebemos ao entrar neste mundo: «Sê tu mesmo. Sê como Deus te sonhou desde sempre».

Cada homem pode oferecer muitas surpresas, agregar pensamentos novos, soluções originais, atuações únicas. É capaz de viver sua própria vida, e de ser fonte de inspiração e apoio para os demais.

Se uma pessoa não utiliza suas pernas para caminhar, nós a consideramos «estranha» ou provavelmente doente; mas se não usa seu entendimento para pensar, nem sua vontade para decidir, quase não nos damos conta de seu estado perigoso, porque estamos acostumados a não viver à altura de nossas melhores possibilidades; com freqüência, não realizamos a capacidade mais rica e profunda que temos: nossa liberdade.

Com efeito, ninguém deve converter-se em um «autômato», sem rosto nem originalidade. Às vezes, convém recobrar o olhar da criança, para abrir-nos à própria novidade — e a cada pessoa –, e assim descobrir o desafio que encerra cada situação. O mundo será o que nós fizermos dele. Ao menos nossa vida é o que fazemos dela.

–A que se refere concretamente quando alude ao mundo «sutilmente tiranizante» no qual nos coube viver?

–Burggraf: Em nossas sociedades há «correntes de ouro». Reina a tirania das massas e dos costumes. Não é difícil descobrir uma poderosa corrente coletivista que tende a despojar-nos dos mais recôndito de nosso ser, com o fim de igualar e massificar os homens, se não todos, pelo menos os que pertencem a um determinado partido, a uma associação concreta, uma comunidade, um site ou um clube de golfe.

Está na moda cantar ao uníssono, vestir-se com a mesma roupa, recorrer aos mesmos argumentos pré-fabricados, com as mesmas palavras, o mesmo olhar e inclusive o mesmo sorriso.

Há pessoas que nem se dão conta de suas correntes. Acomodam-se ao espírito que lhes parece óbvio. Mas o que elas sentem, pensam ou dizem não é coisa sua; são os sentimentos, pensamentos e frases feitas que foram publicadas em milhares de jornais e revistas, na rádio, na televisão e na internet. Enquanto alguém começa a pensar e a atuar por conta própria e mantém uma opinião divergente da geralmente aceita pelo «sistema» — que se voltou a fechar e não admite nada que seja incômodo — simplesmente se rejeita.

Contudo, somos livres, apesar das circunstâncias adversas que podem nos rodear e influir. E não só temos o direito, mas também o dever de exercer nossa liberdade.

Justamente hoje é mais necessário que nunca que tomemos consciência da grande riqueza de nossa vida e busquemos caminhos para chegar a ser «mais» homens, e não umas pessoas desanimadas, assustadas e enlutadas.

–Como se aprende a ser livre? Qual é o primeiro passo?

–Burggraf: Ao crescer, o homem descobre paulatinamente que tem um espaço interior, no qual está, de algum modo, à disposição de si mesmo. Ele percebe que, essencialmente, não depende nem dos pais, nem dos professores do colégio; não depende dos meios de comunicação, nem tampouco da opinião pública. Experimenta um espaço no qual está a sós consigo mesmo, onde é livre. Descobre seu mundo interior, sua própria intimidade.

O íntimo é o que só a pessoa conhece: é o «santuário» do humano. Posso entrar dentro de mim, e aí ninguém pode me aprisionar.

Quando «estou comigo», facilmente percebo quão desnecessário e inclusive ridículo é o buscar a confirmação e o aplauso dos demais. O valor de uma pessoa não depende dos outros, não depende dos aplausos ou gestos de confirmação que possa receber ou não.

Somos mais do que vivemos no exterior. Há um espaço em nós ao qual os outros não têm acesso. É nossa «pátria interior», um espaço de silêncio e quietude. Enquanto não o descubramos, viveremos de um modo superficial e confuso, buscando consolo onde não há — no mundo exterior.

O homem é livre, quando mora na própria casa. Infelizmente, há muitas pessoas que não «estão consigo», mas sempre com os outros. Não sabem descansar em si mesmas.

–Obedecer a Deus é fonte de liberdade, afirma. Que quer dizer com isso?

–Burggraf: O próprio Deus, a fonte de toda vida, quer habitar cada vez mais profundamente em nós. Desde nosso núcleo mais íntimo, quer dar-nos a vida em abundância. De uma forma ou de outra, cada homem está chamado a reviver o drama experimentado por Santo Agostinho: «Tu estavas dentro de mim e eu fora. E fora te andava buscando».

Deus nos pede um mínimo de abertura, disponibilidade e acolhida de sua graça: «Se escutais hoje sua voz, não endureçais vosso coração». Para encontrar a Deus dentro de nós, é preciso — misteriosamente — «abrir-lhe as portas» de nossa casa. Em outras palavras, neste espaço íntimo do silêncio e da quietude que há em mim, onde ninguém pode entrar senão eu, não quero estar só. Convido Deus para entrar e estar comigo — e a conduzir minha vida. Então, minha autodeterminação consiste em fazer o que ele me disser.

Quando Deus habita em mim, eu gosto de «estar comigo» e «entrar na própria casa». Nunca estarei só, mas acompanhado e protegido por quem mais me ama. Não é necessário que eu mesmo resolva os pequenos e grandes problemas de cada dia. A vida cristã é uma vida estritamente dialogal.

Obediência quer dizer, em sua origem, que Cristo nos governa. É Ele quem toma o timão de nossa barca. Não se sobrepõe às nossas ações; está no próprio núcleo da liberdade. É o que nos diz o Evangelista: «Vede que o reino de Deus se encontra dentro de vós» (Lucas 17, 20).


Tags: , , , , , , , , , , , , ,

Arquivos vaticanos abrem sua documentação de 1922 a 1939

jul 2, 2006 Autor: Bíblia Católica Online | Postado em: Santa Sé

Será mais bem compreendida a relação com o comunismo, o nazismo e o fascismo

CIDADE DO VATICANO, domingo, 2 de julho de 2006 (ZENIT.org).- Bento XVI deu indicações para que se abra toda a documentação que os arquivos vaticanos contêm, inclusive o Arquivo Secreto, sobre o pontificado de Pio XI, que envolve o complicado período que vai desde 6 de fevereiro de 1922 a 10 de fevereiro de 1939.

Graças a esta decisão, anunciada pela Santa Sé em 30 de junho, os pesquisadores poderão consultar todas as fontes documentais relativas a esse período, «conservadas nas diversas séries dos arquivos da Santa Sé e principalmente no Arquivo Secreto Vaticano e no Arquivo da Segunda Seção da Secretaria de Estado (antigamente Congregação dos Assuntos Eclesiásticos Extraordinários)».

O anúncio foi feito através de um comunicado assinado pelos padres Marcel Chappin, S.I., e Sergio Pagano, B., respectivamente responsável do Arquivo Histórico da Secretaria de Estado e prefeito do Arquivo Secreto Vaticano.

Os pesquisadores credenciados poderão consultar toda a documentação no Arquivo Secreto Vaticano, segundo declara o anúncio.

Trata-se de um anúncio sumamente esperado, já desejado por João Paulo II, pois o pontificado de Pio XI foi testemunha de alguns dos fatos mais dramáticos do século XX, caracterizados pelos totalitarismos: comunismo, nazismo e fascismo.

Os arquivos permitirão compreender melhor a atitude do Papa ante estes totalitarismos, que levou à publicação de alguns de seus mais importantes documentos.

–Será aclarada a relação entre a Igreja e o fascismo de Benito Mussolini na Itália. Na encíclica «Non abbiamo bisogno» (29 de junho de 1931), Pio XI qualificou o fascismo de «doutrina totalitária», «autêntica ?estatolatria?» (culto ao Estado).

–Será analisada a relação entre a Igreja e a subida ao poder do nazismo na Alemanha. Em 14 de março de 1937, o Papa que havia afirmado: «todos somos semitas», publicou a encíclica «Mit Brennender Sorge» contra o nazismo, e em particular contra sua exaltação da raça.

–Será ilustrada mais em detalhe a relação da Igreja com o comunismo, «intrinsecamente perverso», como afirmou na encíclica «Divini Redemptoris» (19 de março de 1937).

–A relação da Igreja com a perseguição religiosa mexicana é outro dos dossiês desses anos. O Papa exaltou a fidelidade dos católicos mexicanos na carta «Firmissiamam constantiam» (28 de março de 1937).

–Os arquivos mostrarão também os novos documentos da relação da Santa Sé com a Espanha antes e durante a guerra civil espanhola, e a chegada ao poder do general Francisco Franco.


Tags: , , , , , , , , , , , , , ,

Twitter

Siga-nos no Twitter

Comunidades da Bíblia Católica



Visite Comunidade da Biblia Catolica

Blog Católico

Inscrição

Preencha o formulário abaixo para se inscrever em nosso blog e receber nossas novidades.

G-Lock opt-in manager for bulk email software.

Publicidade




Comentários Recentes