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Arquivo de abril, 2006


Sacerdócio celibatário é central para a Igreja, diz o Papa

abr 25, 2006 Autor: Bíblia Católica Online | Postado em: Igreja

VATICANO, 25 Abr. 06 (ACI) .- O Papa Bento XVI afirmou nesta manhã que o dom de si mesmo ao outro, no sacerdócio celibatário, é o coração do sacramento da ordem sacerdotal na Igreja e que “os que recebem este sacramento estão configurados de um modo particular a Cristo”. Ao receber nesta manhã os bispos de Ghana em visita ad limina, o Santo Padre animou os prelados a continuar assegurando que os candidatos ao sacerdócio correspondam às exigências de sua tarefa e dar-lhes uma formação adequada.

Depois de lembrar que neste ano se comemora o centenário da chegada dos missionários ao norte de Ghana, desejou aos bispos africanos que “o valor missionário os impulsione, assim como a seu amado povo, reforçando seus esforços para difundir o Evangelho”.

Também advertiu que a vida sacerdotal “nunca deve considerar um modo de melhorar a própria categoria social ou o nível de vida. Se assim for, a oferenda de si mesmo e a docilidade ao projeto de Deus cederão lugar aos desejos pessoais e o sacerdote será ineficaz”.

Ao referir-se à tarefa da Igreja de ajudar as famílias cristãs a viver fiel e generosamente como verdadeiras Igrejas domésticas, o Papa fez suas as preocupações expressas pelos bispos em seus informes sobre “a correta celebração do matrimônio cristão” em seu país, e destacou que “o cristianismo busca respeitar sempre as veneráveis tradições das culturas e dos povos, mas procura ao mesmo tempo purificar as daquelas práticaas que são contrárias ao Evangelho”.

“Por isso, é essencial que toda a comunidade católica acentue sempre a importância da união monógama e indissolúvel de homem e mulher, consagrados no matrimônio sagrado. Para os cristãos, as formas tradicionais de matrimônio nunca podem substituir o matrimônio sacramental”, destacou o Papa.

Do mesmo modo, indicou que “os jovens constituem quase a metade da população” em Ghana e que nessa nação ali “a Igreja é jovem”. Por essa razão, é necessário reforçar a identidade católica da população, para o qual deve dar-se o os instrumentos necessários para enfrentar-se aos desafios de mudar a realidade econômica, e da globalização”, e ajudar “a responder aos argumentos das seitas religiosas”.

Bento XVI elogiou os esforços recentes para “acabar com o mal da pobreza e reforçar a economia”, embora ainda reste muito por fazer, e acrescentou que “a pobreza extrema e difusa freqüentemente suporta um declive moral geral que conduz ao crime e à corrupção, aos ataques contra a santidade da vida humana e inclusive à volta às práticas supersticiosas do passado”.

Nesta situação, continuou o Santo Padre, “a Igreja deve ser um farol de esperança para a vida dos cristãos, ajudando os fiéis a compreender melhor as promessas de Jesus” e “formando-os para que possam ocupar seu lugar legítimo tanto na Igreja de Cristo como na sociedade”.

Também elogiou o trabalho dos catequistas e lamentou que sua tarefa se veja às vezes obstaculizada “pela escassez de recursos ou a hostilidade do ambiente”, e convidou os bispos a garantir-lhes seu “apoio espiritual, doutrinal, moral e material” para sua missão.


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Importância da liturgia na Igreja convoca uma reflexão teológica internacional

abr 25, 2006 Autor: Bíblia Católica Online | Postado em: Mundo

Na Universidade de Navarra (Espanha)

PAMPLONA, terça-feira, 25 de abril de 2006 (ZENIT.org).- A estreita relação entre liturgia e vida da Igreja será o eixo do Simpósio Internacional de Teologia que, de 26 a 28 de abril, será celebrado na Universidade de Navarra (www.unav.es).

Esta XXVII edição do Simpósio tem por título «A liturgia na vida da Igreja», explica uma nota enviada esta terça-feira pela organização a Zenit.

Quem o preside é o professor José Luis Gutiérrez, segundo o qual «a liturgia, como dizia o cardeal Ratzinger, não é de modo algum marginal na Igreja, mas se encontra no coração da fé cristã».

«Todos os Papas do século XX, desde São Pio X, sublinham como a liturgia não é um aspecto periférico para a fé, mas nuclear», acrescenta.

Irão se encontrar para a ocasião na Faculdade de Teologia da Universidade personalidades como Dom Egon Kapellari –bispo de Graz-Seckau (Áustria)– e Dom Marcello Semeraro –bispo de Albano (Itália).

Com o Simpósio «pretende-se oferecer uma reflexão sobre a relação estreita entre a liturgia e a vida da Igreja a partir do estudo dos elementos teológicos centrais do culto cristão», explica o professor Gutiérrez.

«Como manifestou João Paulo II, seguindo o Concílio, existe um vínculo estreito e orgânico entre a renovação da liturgia e a renovação de toda a vida da Igreja», observa.

«Por sua vez, durante sua etapa de teólogo e prefeito da doutrina da fé, Bento XVI mostrou grande interesse pela liturgia; interesse perceptível pela publicação de trabalhos neste campo, como seu livro “O espírito da liturgia”», recorda.

Para o presidente do Simpósio, «o fruto mais interessante» desta iniciativa «deveria ser um renovado amor à liturgia da Igreja».

Por sua parte, o decano da citada Faculdade de Teologia, o professor José Ramón Villar, comentou que se elegeu este tema porque «parecia oportuno tratar a Liturgia como um modo de celebrar e analisar os mais de quarenta anos passados desde a aprovação pelo Concílio Vaticano II da Constituição Sacrosanctum Concilium, sobre a liturgia».

«Também –continuou– um dos frutos mais vistosos do Concílio foi a reforma litúrgica rapidamente empreendida após a aprovação desse documento. O que resulta compreensível, pois a celebração da liturgia tem uma importância decisiva para a vida cristã».


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Oficial do Vaticano esclarece: Doutrina sobre preservativo e a AIDS não mudará

abr 24, 2006 Autor: Bíblia Católica Online | Postado em: Igreja

VATICANO, 24 Abr. 06 (ACI) .- Um oficial do Pontifício Conselho para a Pastoral da Saúde, presidido pelo Cardeal Javier Lozano Barragán, esclareceu que da recente entrevista concedida pelo Cardeal mexicano a um jornal italiano não se desprende nenhuma mudança na doutrina da Igreja sobre o uso do preservativo e a AIDS. Vários jornais e agências de notícias difundiram nesta segunda-feira a entrevista concedida pelo Cardeal Lozano Barragán ao jornal italiano La Repubblica, em que, em relação ao tema do preservativo e a AIDS, declarou: “Este é um tema muito difícil e delicado que requer prudência… Meu dicastério está estudando isto muito de perto com cientistas e teólogos designados para emitir um documento que será publicado em breve”.

As palavras do Cardeal deram pé a especulações a respeito de que a Santa Sé “poderia flexibilizar sua posição” sobre o uso do preservativo.

Entretanto, Dom Antonio Soto Guerrero, Secretário pessoal do Cardeal Lozano Barragán e membro do Pontifício Conselho para a Pastoral da Saúde, esclareceu em diálogo com Imprensa que “a doutrina da Igreja continua firme em todos os princípios da moral católica. Para enfrentar a AIDS está a abstinência; e não podemos esquecer que se trata de um problema que em boa medida tem como origem uma desordem moral contra o sexto mandamento”.

O Prelado do Vaticano assinalou à ACI Imprensa que, com efeito, a Congregação para a Doutrina da Fé, que preside o Cardeal William Joseph Llevada, está estudando a possibilidade de elaborar um documento sobre o tema, e para isso pediu a opinião de outros dicastérios do Vaticano.

“Nosso dicastério já enviou estudos muito sérios e profissionais de membros e consultores que respondem às consultas propostas pela Congregação (para a Doutrina da Fé). A Congregação fará então um estudo mais amplo e demorará alguns meses antes de apresentar as conclusões ao Papa, que é quem finalmente decide se será ou não publicado um documento”.

Dom Soto, entretanto, explicou que não existe nenhuma data nem cronograma e muito menos a iminência de um documento sobre o tema.

“O princípio moral da Igreja é o mesmo; mas mudaram as situações que temos que enfrentar. trata-se, em outras palavras, de aplicar a doutrina de sempre a certas situações novas como o problema da AIDS”, disse Dom Soto.

“Ponho o exemplo de um caso particular: o casal de esposo onde um deles tem AIDS e reclama o ato matrimonial, tem o cônjuge direito a defender sua saúde de alguma maneira?”

“O princípio continua sendo a defesa da vida e a consciência de que tudo o que se refere ao quinto mandamento inclui o sexto, o não fornicar que implica defender a vida”, concluiu Dom Soto.


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APARECIDA, segunda-feira, 24 de abril de 2006 (ZENIT.org).- A V Conferência Geral do Episcopado da América Latina e do Caribe acontece apenas em maio do ano que vem, mas os preparativos para o evento já mobilizam a Arquidiocese de Aparecida (170km de São Paulo, sudeste do Brasil, sede do evento) e os membros do CELAM (Conselho Episcopal Latino-Americano).

Na quarta-feira passada, bispos e padres reuniram-se na Cúria de Aparecida para começar a preparar a parte Litúrgica do evento.

O arcebispo de Aparecida, Dom Raymundo Damasceno Assis, explicou que durante os trabalhos foram dadas orientações e critérios para as celebrações que serão realizadas durante a 5ª Conferência.

«Nós indicamos alguns responsáveis que já vão começar a trabalhar na preparação das liturgias», disse.

Como exemplo, Dom Damasceno citou as músicas usadas nas celebrações. «Terão de ser definidos critérios para se escolher os cantos, para que todos possam entender».

Dom Damasceno ressaltou ainda que as celebrações terão de levar em conta as diversas línguas faladas na América Latina e Caribe. «Uma equipe vai preparar as celebrações e depois vai colocá-las num livro, que será distribuído para os delegados. Já os romeiros receberão a cada dia um folheto».

Também são estudadas orientações para a imprensa mundial que vai acompanhar o evento, pois «será necessário orientar os câmaras e os repórteres durante as celebrações», afirmou o arcebispo.

Todas as celebrações litúrgicas da 5ª Conferência serão realizadas no Santuário de Nossa Senhora Aparecida, no altar principal, «isso porque o Santuário Nacional é um lugar de Romaria e não podemos fazer uma celebração à parte. Nós temos de permitir o acesso a essas celebrações», disse Dom Damasceno.

Fazem parte da Comissão responsável pela preparação das Celebrações Litúrgicas da V Conferência Dom Geraldo Lyrio Rocha, vice-presidente do CELAM; Dom Manoel João Francisco, responsável pela Comissão Episcopal de Liturgia da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil).

Também Dom Juan Francisco Sarazte, arcebispo de Cali, na Colômbia e presidente da Comissão de Liturgia do CELAM; Monsenhor Andrés Stanovik, secretário-geral do CELAM, e Pe. Efraim Martinez, secretário executivo da Comissão Episcopal de Liturgia do CELAM.

Também participaram da reunião realizada em Aparecida na semana passada o reitor do Santuário Nacional, Padre Mauro Matiazzi e outros sacerdotes responsáveis pela liturgia do Santuário.


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CIDADE DO VATICANO, segunda-feira, 24 de abril de 2006 (ZENIT.org).- A América Latina necessita de bispos e missionários como Santo Toribio de Mogrovejo, constata Bento XVI na mensagem que enviou aos participantes nas celebrações do quarto centenário de seu falecimento.

Santo Toribio de Mogrovejo, arcebispo de Lima (Peru) desde 1581 até sua morte em 1606 (aos 68 anos de idade), foi declarado por João Paulo II patrono do episcopado da América Latina e Caribe.

A mensagem papal foi lida esta segunda-feira no Auditório do Colégio Santo Agostinho, em Lima, ao inaugurar-se o Congresso Acadêmico Internacional «Santo Toribio de Mogrovejo: Missionário, Santo e Pastor» inaugurado pelo representante do Papa Bento XVI nestas celebrações, o cardeal Nicolas de Jesús López Rodríguez, arcebispo de Santo Domingo e primaz da América.

O Papa, em sua mensagem, deseja que estas celebrações sejam «uma ocasião providencial para reavivar o caminho da Igreja nas diversas dioceses, inspirando-se na vida e obra de Santo Toribio», que «se distinguiu por sua abnegada entrega à edificação e consolidação das comunidades eclesiais de sua época».

A carta destaca o profundo espírito missionário de Santo Toribio citando «alguns detalhes significativos», «como seu esforço por aprender diversas línguas, com a finalidade de pregar pessoalmente a todos os que estavam encomendados a seus cuidados pastorais».

«Mas era também uma demonstração do respeito pela dignidade de toda pessoa humana, qualquer que fosse sua condição, na qual tratava de suscitar sempre a virtude de sentir-se verdadeiro filho de Deus», declara Bento XVI.

Entre os marcos missionários do santo, cita em particular a convocação do III Concílio provincial de Lima (1582-1583), «que deixou um precioso acervo de doutrina e de normas pastorais», o chamado «Catecismo de Santo Toribio», «instrumento extraordinariamente eficaz para instruir na fé milhões de pessoas durante séculos» e a fundação do Seminário conciliar de Lima, que funciona até o dia de hoje.

Milhares de fiéis foram nas últimas semanas à Catedral de Lima para ganhar a indulgência plenária que Bento XVI concedeu à arquidiocese por ocasião do Ano Jubilar.

A arquidiocese primaz do Peru preparou estas celebrações com a «Grande Missão Mar Adentro», orientada a aprofundar na fé e renovar a evangelização da capital peruana, levada de porta em porta.

As celebrações culminarão na quinta-feira, 27 de abril, pois nesse dia, segundo o calendário litúrgico peruano, celebra-se a solenidade de Santo Toribio.

Pela tarde se efetuará uma procissão com relíquias de Santo Toribio de Mogrovejo desde o Convento de Santo Domingo até a Basílica Catedral de Lima. A Praça de Armas se fechará desde as 5h da manhã para que as diferentes irmandades possam colocar um total de 18 coroas florais.

Ao longo do percurso processional haverá fogos de artifício e um projetor de luz iluminará o andor do Santo Turíbio de Mogrovejo.

Na procissão participarão os bispos espanhóis de León, Julián López Martín e o arcebispo de Valladolid, Braulio Rodríguez (a terra de origem de Santo Toribio), o presidente do Conselho Episcopal Latino-Americano (CELAM) e arcebispo de Santiago do Chile, cardeal Francisco Xavier Errázuriz Ossa; o enviado especial, o cardeal de Lima, todos os bispos do Peru e outros bispos americanos.

Concluída a procissão, haverá uma celebração solene da festividade de Santo Toribio de Mogrovejo na catedral, presidida pelo enviado especial do Papa.

Roma também se unirá a estas celebrações. Essa mesma quinta-feira, o cardeal Giovanni Battista Re, prefeito da Congregação para os Bispos e presidente da Pontifícia Comissão para América Latina, celebrará uma missa em honra a Santo Toribio de Mogrovejo, na Basílica Santa Maria a Maior.

Pode-se consultar informação adicional sobre este centenário e a vida de santo Toribio de Mogrovejo em www.arzobispadodelima.org.


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Constata o apoio de Deus; quatro milhões de fiéis vão aos encontros com o Santo Padre

CIDADE DO VATICANO, domingo, 23 de abril de 2006 (ZENIT.org).- Bento XVI é consciente –admite– de que não está sozinho em sua missão petrina: conta com o «insubstituível apoio» de Deus e dos santos, e com a proximidade dos fiéis «em uma grande comunhão».

No clima festivo da Oitava da Páscoa, o Papa celebrou na quarta-feira passada a audiência geral na Praça de São Pedro, à qual foram mais de sessenta mil fiéis na ensolarada manhã.

Cumpria-se um ano de sua eleição como 264º sucessor de Pedro.

Procedente da residência de Castel Gandolfo –onde passou uns dias de descanso–, o Papa dedicou a maior parte do seu encontro semanal a aprofundar no significado da Páscoa.

Agradecendo pela alegria dos peregrinos e suas aclamações de felicitação, o Papa expressou: «Juntamente convosco quero dar graças ao Senhor, que, depois de ter-me chamado há exatamente um ano a servir à Igreja como Sucessor do apóstolo Pedro, não deixa de acompanhar-me com sua indispensável ajuda».

«Que rápido passa o tempo!», exclamou.

«Já transcorreu um ano desde que, de um modo para mim absolutamente inesperado e surpreendente, os cardeais reunidos em conclave decidiram eleger a minha pobre pessoa para suceder o amado servo de Deus o grande Papa João Paulo II», expressou ante a multidão.

«Recordo com emoção o primeiro impacto que tive, desde o balcão central da basílica, imediatamente depois de minha eleição, com os fiéis reunidos nesta mesma praça», admitiu.

«Ficou gravado na minha mente e no coração esse encontro, ao que seguiram muitos outros, que me permitiram experimentar a grande verdade do que disse durante a solene concelebração com a qual iniciei solenemente o exercício do ministério petrino –observou Bento XVI–: “Sou consciente de que não estou só. Não tenho de levar sozinho o que, na realidade, eu nunca poderia levar só».

«E cada vez me convenço mais de que por mim mesmo não poderia cumprir esta tarefa, esta missão», insistiu.

«Mas sinto também que vós me ajudais a cumpri-la –confessou–. Assim estou em uma grande comunhão, e juntos podemos levar a diante a missão do Senhor».

Igualmente, afirmou: «Conto com o insubstituível apoio da celestial proteção de Deus e dos santos, e me conforta vossa proximidade, queridos amigos, que me outorgais o dom de vossa indulgência e vosso amor».

E agradeceu «de coração» a todos os que de diversas maneiras o «acompanham de perto» ou o seguem «de longe espiritualmente com seu afeto e sua oração».

«A cada um peço que siga sustentando-me, pedindo a Deus que me conceda ser pastor manso e firme de sua Igreja», acrescentou.

O Papa concluiu a audiência de quarta-feira com o canto do Pai Nosso e a Benção Apostólica, enviada junto aos bispos presentes. Desta forma, percorreu em um veículo descoberto a praça para poder saudar de perto os numerosos peregrinos.

Da proximidade e do calor que cercam o Papa são expressão os números de participação de fiéis –difundidos na véspera deste primeiro aniversário pela sala de Imprensa da Santa Sé– nos encontros pontifícios.

Neste primeiro ano de pontificado, mais de quatro milhões de fiéis e peregrinos foram à Roma para participar das audiências gerais ou especiais, da oração dominical do Ângelus ou das celebrações presididas por Bento XVI.

Os dados da Prefeitura da Casa Pontifícia revelam em concreto a participação, nestes últimos doze meses, em Roma, de 1.121.500 pessoas nas audiências gerais. 384.900 nas audiências especiais, 697.200 nas celebrações litúrgicas e 1.875.000 no Ângelus dominical.


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«Quem se encontra com Jesus ressuscitado fica transformado», reconhece Papa

abr 23, 2006 Autor: Bíblia Católica Online | Postado em: Igreja

No domingo, «pequena Páscoa» da Ressurreição de cada semana

CIDADE DO VATICANO, domingo, 23 de abril de 2006 (ZENIT.org).- «É fato que quem se encontra com Jesus ressuscitado fica transformado em seu interior», constata Bento XVI.

Estes últimos dias o Santo Padre encarregou-se de explicar o momento, o lugar e o efeito de tal encontro.

Na audiência geral de quarta-feira passada –na qual se uniu aos peregrinos na Praça de São Pedro em ação de graças pelo primeiro aniversário de seu pontificado– Bento XVI recordou que a alegria pascal destes dias «estende-se a todo o Ano Litúrgico e se renova de modo especial no domingo, dia dedicado à recordação da ressurreição do Senhor».

Trata-se da «pequena Páscoa» de cada semana –disse–, um momento em que «a assembléia litúrgica reunida para a santa missa proclama no Credo que Jesus ressuscitou ao terceiro dia, acrescentando que esperamos “a ressurreição dos mortos e a vida do mundo futuro”».

«Assim se indica que o acontecimento da morte e ressurreição de Jesus constitui o centro de nossa fé, e sobre este anúncio funda-se e cresce a Igreja», sublinhou.

Recordou o dia da ressurreição de Jesus e «o caso de Maria Madalena (Jo 20, 11-18), que descobre o sepulcro aberto e vazio e imediatamente teme que tenham levado o corpo do Senhor».

Este «então a chama por seu nome, e nesse momento produz-se nela uma mudança profunda –prosseguiu–: o desconsolo e a desorientação transformam-se em alegria e entusiasmo. Com prontidão vai aonde os Apóstolos estão e lhes anuncia: “Vi o Senhor”» (Jo 20, 18).

«É um fato que quem se encontra com Jesus ressuscitado fica transformado em seu interior. Não se pode “ver” o Ressuscitado sem “crer” nele», expressou o Papa, convidando a rogar para que o Senhor «chame a cada um de nós por nosso nome e converta-nos, abrindo-nos à “visão” da fé».

Porque «a fé nasce do encontro pessoal com Cristo ressuscitado –advertiu– e se transforma em impulso de valentia e liberdade que nos leva a proclamar ao mundo: Jesus ressuscitou e vive para sempre».

«Esta é a missão dos discípulos do Senhor de todas as épocas e também de nosso tempo», o qual não implica «desentender-se dos compromissos de cada dia» nem «das realidades terrenas» –apontou–, mas «impregnar todas nossas atividades humanas com uma dimensão sobrenatural», «converter-se em gozosos arautos e testemunhas da ressurreição de Cristo, que vive para sempre».

Comentando o evangelho, este domingo Bento XVI recordou que «Jesus ressuscitado apareceu aos discípulos, reunidos no Cenáculo, na tarde do “primeiro dia depois do sábado”, e que se mostrou a eles novamente no mesmo lugar “oito dias depois”».

«Desde o princípio, portanto, a comunidade cristã começou a viver um ritmo semanal, destacado pelo encontro com o Senhor ressuscitado», apontou.

Daí que, como assinalou o Concílio Vaticano II, «a Igreja, por uma tradição apostólica, que traz sua origem do próprio dia da Ressurreição de Cristo, celebra o mistério pascal a cada oito dias, no dia que é chamado com razão de “dia do Senhor”, ou domingo».

O Papa colocou sob a intercessão de Maria que todos os cristãos vivam em plenitude o Domingo como «Páscoa da semana», «saboreando a beleza do encontro com o Senhor ressuscitado e bebendo na fonte de seu amor misericordioso, para ser apóstolos de sua paz».


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