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Roma, 30 Jun. 09 / 03:29 am (ACI) – O Presidente da Conferência Episcopal Italiana (CEI), Cardeal Angelo Bagnasco, assinalou que “da pessoa e da família devem derivar uma cultura e uma sociedade coerentes que inspirem e encaminhem aquele humanismo pleno que o Evangelho inspira, sustenta e garante”; durante sua intervenção no Congresso Nacional para a Pastoral da Família realizado na localidade de Crotone.
Conforme indica o L’Osservatore Romano, o Cardeal ressaltou que “no coração do casal, na família fundada no matrimônio, está sua vocação natural à vida, de primeira escola de humanidade, aonde as distintas gerações aprendem e exercitam dia a dia o gosto e a virtude de viver os sinais das expressões do amor: dom e perdão, concreção e sacrifício, paciência e cotidianidade, alegria e dor”.
O também Arcebispo de Gênova destacou logo a necessidade de aprender e viver o que dita o Magistério da Igreja sobre a família, para enfrentar uma cultura que despreza o valor objetivo do bem como se fosse “algo velho e superado”.
“A beleza humana e sacramental do matrimônio exige toda nossa atenção de Igreja e desde sempre o cuidado do casal e da família fazem parte integrante de nosso trabalho pastoral”, prosseguiu.
Seguidamente indicou que o contexto sociocultural “deveria acompanhar os jovens em geral em seus projetos de vida. A responsabilidade é de cada um, mas sabemos o influxo que a cultura difusa, os estilos de vida, os comportamentos usuais têm no modo de pensar e de atuar de todos, em particular dos mais jovens que têm direito a ter ideais altos e nobres, assim como a ver modelos de comportamento coerentes”.
O Presidente da CEI pediu por isso à política que “honre a essa multidão silenciosa que quer viver os ideais humanos evangélicos cada dia com humildade e concretamente, sem clamores nem refletores”.
CIDADE DO VATICANO, domingo, 28 de junho de 2009 (ZENIT.org).- Bento XVI espera que o Ano Sacerdotal seja oportunidade de renovação interior dos padres e revitalização de seu “amor incondicional” a Cristo e à Igreja.
Foi o que o pontífice assinalou ao meio-dia de hoje, ao rezar com os peregrinos o Angelus, na praça de São Pedro.
O Papa recordou que com a celebração das Primeiras Vésperas de São Pedro e São Paulo, hoje, encerra o Ano Paulino, “tempo de graça” em que “a figura de São Paulo foi proposta em toda a Igreja e sua vibrante mensagem fez reviver, especialmente nas comunidades cristãs, o amor por Cristo e o Evangelho”.
De acordo com Bento XVI, a “Divina Providência assegurou” que já fosse inaugurado “outro ano especial, o Ano Sacerdotal, com ocasião do 150º aniversário da morte –dies natalis– de São João Maria Vianney, o Santo Cura d’Ars”.
Trata-se de um “novo impulso pastoral e espiritual que –estou certo– trará muitos benefícios para o povo e, sobretudo, para o clero”.
Segundo o pontífice, a finalidade do Ano Sacerdotal é “a ajudar a promover os esforços de renovação interior de todos os sacerdotes para o seu mais poderoso e eficaz testemunho do Evangelho no mundo de hoje”.
Apontando Paulo como “modelo a imitar” pelos sacerdotes, Bento XVI destacou que o apóstolo é “exemplo de sacerdote totalmente identificado com o seu ministério”, “consciente de portar um tesouro inestimável, que é a mensagem da salvação, mas de trazê-lo em ‘vasos de barro’. Então, “ele é forte e humilde ao mesmo tempo, intimamente convencido de que tudo é mérito de Deus, tudo é a sua graça”.
O sacerdote “deve ser todo de Cristo e todo da Igreja, à qual é chamado a se dedicar com amor incondicional, como um marido fiel a sua esposa”, disse o Papa.
O pontífice desejou que o Ano Sacerdotal seja oportunidade para que os padres “cresçam em santidade e estejam prontos para testemunhar, se necessário até o martírio, a beleza de sua total e definitiva consagração a Cristo e à Igreja”.
Ronald Garan, tripulante do Discovery Shuttle
CIDADE DO VATICANO, quarta-feira, 24 de junho de 2009 (ZENIT.org).- Entre os milhares de peregrinos que participaram da audiência geral nesta quarta-feira, na Praça de São Pedro, Bento XVI cumprimentou o astronauta americano Ronald Garan, quem levou uma relíquia de Santa Teresinha ao espaço a bordo do Discovery Shuttle.
A esta relíquia, que se encontra em órbita há um ano, será acrescentada outra que o próprio coronel Garan levará na próxima missão, programada para março de 2011, na estação espacial internacional.
Segundo contou o coronel da NASA, antes de empreender a missão espacial, de 31 de maio a 14 de junho do ano passado, para transportar e acrescentar o módulo de laboratório japonês Kibo (Esperança) à Estação Espacial Internacional, ligou para as religiosas da comunidade carmelita de New Caney (Texas) para pedir-lhes orações e lhes disse que poderia levar algum pequeno objeto ao espaço, em nome da comunidade.
A comunidade se lembrou das palavras de Santa Teresinha: “Sinto a vocação de apóstolo… Eu gostaria de percorrer a terra, pregar o teu nome e plantar sobre o solo infiel a tua cruz gloriosa. Mas, meu Amado, uma só missão não me bastaria! Eu gostaria de anunciar ao mesmo tempo o teu Evangelho nas cinco partes do mundo, e até nas ilhas mais remotas…”.
Com esta invocação, as carmelitas não hesitaram em entregar ao astronauta uma relíquia de Santa Teresinha.
Garan, com seus familiares, também criou a Manna Energy Foundation que, com tecnologia da NASA e o financiamento da ONU, desenvolveu um sistema para tornar potável a água das aldeias da Ruanda e instalar painéis solares em escolas e hospitais.
Por Taiguara Fernandes de Sousa
Fonte: Blog En Garde! – http://taiguaraonline.blogspot.com/
(Com adaptações do Autor)
Em seu livro O Latim no Direito (Rio de Janeiro: Forense, 2002), Ronaldo Caldeira Xavier afirma, logo à Introdução:
“Há dezesseis anos, pela Resolução 8/71, destinada a fixar ‘o núcleo comum para os currículos do ensino de 1º e 2º graus, definindo-lhes os objetivos e a amplitude’, o Conselho Federal de Educação (CFE), em cumprimento ao disposto no art. 4º, §§ 1º (inciso I) e 2º, da Lei nº 5.692, de 11.08.71; na forma ainda do que estabelecem os arts. 5º, 6º, 7º e 8º da mesma Lei; e tendo em vista o Parecer nº 853/71, com homologação do então Ministro da Educação e Cultura, houve por bem excluir (por omissão) o Latim do programa oficial de ensino. Fado idêntico, pela mesma Resolução, coube à Filosofia. E eis que, de uma só esmechada, se assentava em privar o alunado brasileiro de duas melhores fontes de cultura humanística. Imperiosos motivos (que infelizmente não alcançamos) deveriam certamente haver inspirado os seis doutos membros que firmaram a sobredita Resolução”.
São inalcançáveis a qualquer um que se detenha um pouco no assunto os “imperiosos motivos” que levaram ao banimento de duas tão importantes disciplinas do programa oficial de ensino como o são o latim e a filosofia. Não por mero saudosismo, mas porque o latim estimula comprovadamente o raciocínio lógico, a concisão, a objetividade – é o inimigo número 1 da prolixidade, por isso o preferido de juristas e teólogos -, além de facilitar uma melhor compreensão da língua portuguesa e de sua estrutura, sendo também base para o estudo de outras línguas (como o espanhol, francês e italiano).
A filosofia, por sua vez, dispensa maiores comentários: é inegável como esta contribui para o desenvolvimento da investigação dialética e lógica na busca da verdade dos fatos e das coisas. O saber de grandes filósofos como Platão, Aristóteles, Cícero, Santo Agostinho, Santo Tomás de Aquino, etc., é alicerce sólido e alimento nutritivo para a inteligência, a moralidade e a virtude.
Por que motivo, então, matar com uma única facada a filosofia e o latim, banindo-os do programa oficial de ensino brasileiro, fazendo-lhes vítimas do ostracismo intelectual?
“Imperiosos motivos que infelizmente não alcançamos”.
Alcançável é, contudo, a certeza de que massas burras são massas facilmente domináveis.
O banimento do latim e da filosofia criou uma geração de brasileiros sem qualquer amor pelo raciocínio, pela investigação da verdade e pelo senso moral. O resultado são pessoas que não questionam absolutamente nada do que o Governo lhes apresenta como certo e fidedigno, e assim se tornam vítimas facilmente manipuláveis pelo Estado.
O esquerdismo pode assim dominar – seguindo o programa do marxismo cultural – palavras e expressões inteiras, deturpando-lhe o sentido e conferindo-lhe novo significado conforme seus propósitos sórdidos, criando a “Novilíngua”. Assim, hoje em dia qualquer contrariedade é impugnada como “preconceito”, qualquer opinião oposta é condenada como “discriminação”; a palavra “diálogo” toma o sentido de ser cúmplice; ser “conservador” é ser nazista e retrógrado, ser da “esquerda” é ser do progresso e amigo da sociedade. E nada disso é questionado; tudo se aceita passivamente.
Perdeu-se o gosto pelo raciocínio e pela precisão no discurso – que o latim garantia – e o amor pela contenda intelectual e a investigação da verdade – que a filosofia estimulava. O resultado é uma geração de robôs, indivíduos facilmente manipuláveis por ideologias ultrapassadas e errôneas, defensores de conceitos “politicamente corretos” absurdos, mas enfiados em suas mentes e aceitos com passividade.
Do banimento do latim e da filosofia seguiu-se a imbecilidade coletiva.
E assim o Governo Federal pode chegar em alguém e justificar o aborto dizendo que “a mulher tem direito sobre o seu corpo”, e ninguém lhe questiona se a mulher teria direito sobre o corpo de seu filho!





